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Política

Alcolumbre mantém calendário de discussão sobre o fim da escala 6x1, mas votação do texto é incerta

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve o calendário para discutir a PEC que acaba com a escala 6x1, com três sessões semipresenciais previstas entre os dias 6 e 8. No entanto, a votação do texto enfrenta incertezas devido à articulação da oposição e ao impacto das eleições recentes.

Por Atualizada em 06/10/2026 às 02:00

Alcolumbre mantém calendário de discussão sobre o fim da escala 6x1, mas votação do texto é incerta
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O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o calendário de discussão em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1.

Serão três sessões semipresenciais, com a primeira marcada para terça-feira (6), e as outras duas para quarta (7) e quinta-feira (8).

Articulação da oposição e dificuldades para votação

Segundo líderes do governo ouvidos pelo g1, o avanço dos candidatos de direita no Senado nas eleições de domingo (4) dificulta as chances de votação da PEC na Casa.

O anúncio da manutenção do calendário, feito na sexta-feira (2), foi interpretado como um gesto de Davi Alcolumbre ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta é considerada uma das prioridades do governo no Congresso Nacional e já foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.

Lideranças da oposição no Senado articulam para não marcar presença nas sessões de discussão da PEC, com o objetivo de impedir o quórum necessário para a votação do fim da escala 6x1.

De acordo com o regimento interno do Senado, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão em plenário antes da primeira votação. Após essa votação, são necessárias mais três sessões de discussão antes da deliberação em segundo turno.

Para acelerar a votação, seria necessário aprovar um calendário especial por maioria simples, o que se torna ainda mais difícil diante da movimentação da oposição.

Impacto das eleições no Senado

Nas eleições recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obteve 47,03% dos votos, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 45,16%.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 28 senadores a partir de 2027.

Esse resultado enfraquece a posição de Davi Alcolumbre na disputa pela reeleição ao comando do Senado em 2027.

Em entrevista à GloboNews, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é candidato à presidência do Senado.

"Para ser aprovada, uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações. Ou seja, precisa contar com o apoio de 49 senadores."

Fonte original: g1.globo.com

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