O GP do México de Fórmula 1, marcado para este domingo no Autódromo Hermanos Rodríguez, pode definir o Mundial de 2026 em favor de Kimi Antonelli. O piloto italiano da Mercedes já assegurou o título com a vitória em Austin e tem quase 99% de probabilidade de ser campeão, segundo análise do jornalista Rodrigo França.
Com cinco corridas restantes na temporada, Antonelli precisa somar apenas dois pontos para garantir o título, o que equivale a um nono lugar em qualquer uma das provas. Para impedir a conquista do piloto de 20 anos, seria necessário que seus companheiros de equipe George Russell ou Lewis Hamilton vencessem todas as cinco corridas restantes, cenário considerado muito improvável.
Durante o dia de mídia no México, Antonelli passou mal e foi liberado pela FIA das atividades de imprensa, mas a expectativa é que ele retorne normalmente para os treinos no dia seguinte. Valtteri Bottas também não se sentiu bem, situação já registrada em edições anteriores do GP mexicano.
Antes do início dos treinos livres, a Mercedes deve continuar na disputa pela vitória, mas Russell precisa melhorar seu desempenho, já que não vence desde o GP de Baku e terminou em oitavo em Austin, enquanto Antonelli venceu a corrida.
"O carro deste ano exige uma técnica de pilotagem que privilegia o estilo mais agressivo de Antonelli, que freia dentro das curvas e é mais 'bruto' no acelerador, enquanto eu consigo sair mais forte das curvas, carregando velocidade", explicou George Russell em entrevista coletiva antes do GP do México.
A disputa pela vitória deve envolver também Ferrari e Red Bull. A Ferrari apresenta um conjunto equilibrado em termos de chassi, enquanto a Mercedes destaca-se pela unidade de potência e o talento de Antonelli para extrair desempenho extra, de forma semelhante a Max Verstappen na Red Bull.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, ressaltou a importância da vitória em Austin, e Antonelli considerou essa conquista ainda mais significativa em termos de performance do que a vitória em Monza, onde largou no final do grid.
A McLaren, campeã atual, aparece um pouco atrás na fase atual do campeonato. O chefe de equipe Andrea Stella informou que a equipe deve trazer atualizações significativas apenas para as etapas de Interlagos e Las Vegas, com o objetivo de voltar a disputar vitórias com Mercedes, Ferrari e Red Bull.
No pelotão intermediário, a disputa deve ser intensa entre Alpine, Racing Bulls, Audi e Haas. O brasileiro Gabriel Bortoleto, que não participará do treino livre 1, destacou o desafio da altitude de 2.200 metros do Autódromo Hermanos Rodríguez, a maior do ano, que pode influenciar o comportamento dos carros do regulamento 2026, que possuem menor pressão aerodinâmica.
"Apesar de não fazer o TL1, terei a sessão de uma hora para trabalhar no ajuste do carro, que é bem peculiar no México, sobretudo por causa da altitude", afirmou Gabriel Bortoleto.
O carro da Audi, equipe do brasileiro, deve se sair bem nas curvas sinuosas do circuito, mas a longa reta é um ponto de atenção. Bortoleto tem boas chances de brigar por pontos, como demonstrou em Austin, onde ultrapassou carros de equipes do pelotão intermediário.







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