O governo federal anunciou a intenção de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para anistiar a dívida ativa da União de empresas do Simples Nacional dos setores de eventos, bares e restaurantes. A medida deve beneficiar aproximadamente 400 mil empreendimentos, com débitos que somam R$ 15 bilhões.
A informação foi divulgada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), três dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, afirmar que pretende retomar o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse), caso seja eleito.
O coordenador político da campanha de Lula, Santana, detalhou que a dívida desse grupo empresarial alcança R$ 15 bilhões e envolve cerca de 400 mil empresas.
Além disso, o senador Flávio Bolsonaro anunciou uma linha de crédito do governo para que esses empresários possam regularizar suas pendências fiscais, a partir da implementação da nova reforma tributária prevista para o próximo ano.
O Perse foi lançado em 2021 pelo governo de Jair Bolsonaro, durante a pandemia da Covid-19, como um programa de incentivo ao setor de eventos. O programa foi encerrado em 2025 pelo governo Lula, que justificou a decisão pelo alto custo fiscal e apontou indícios de irregularidades no uso do benefício por algumas empresas.
O programa também gerou controvérsia após a divulgação de uma lista de beneficiários que incluía influenciadores digitais e artistas.
Na última terça-feira (20), Flávio Bolsonaro publicou em suas redes sociais que, se eleito, pretende retomar o Perse para todo o setor de eventos culturais, incluindo shows e turismo, que atualmente enfrentam endividamento.
"Depois das medidas voltadas aos MEIs, o governo vai agora colocar esforços nas empresas do Simples", afirmou o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, ressaltando que o custo da dívida é pequeno diante da possibilidade de reabilitar o setor.







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