Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de outubro, economistas do mercado financeiro ajustaram significativamente suas expectativas para a inflação, taxa de juros, crescimento econômico e dólar para este ano e os próximos.
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (3), com base em pesquisa realizada na semana anterior com mais de 100 instituições financeiras, mostra que as projeções para a inflação foram elevadas, enquanto as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foram reduzidas. Além disso, as estimativas para a taxa de juros e para o dólar também subiram.
Inflação
Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a expectativa aumentou de 4,34% para 4,76%. Para 2028, a previsão passou de 3,75% para 4%. Para 2029, a estimativa avançou de 3,50% para 3,98%.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
"Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento."
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do PIB em 2023, o mercado financeiro reduziu sua estimativa de 1,80% para 1,76%. Em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2027, a projeção caiu de 1,31% para 1,20% e, para 2028, recuou de 1,81% para 1,80%.
O governo tem adotado medidas para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. Entretanto, o Banco Central ressalta que uma desaceleração no ritmo de crescimento da economia faz parte da estratégia para conter pressões inflacionárias.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve a projeção de cortes na taxa Selic neste ano, mas reduziu a expectativa para a magnitude dessas quedas. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano, após cinco cortes em 2023.
Para o fim de 2026, a estimativa subiu de 13,25% para 13,50% ao ano, considerando apenas uma nova redução neste ano, em vez de duas. Para o fechamento de 2027, a projeção passou de 11,75% para 12,5% ao ano. Para 2028, a estimativa avançou de 10% para 11% ao ano, e para 2029, de 10% para 10,25% ao ano.
Dólar
As projeções para a taxa de câmbio também foram ajustadas para cima. Para o fim de 2023, a estimativa passou de R$ 5,05 para R$ 5,34 por dólar. Para 2027, a previsão subiu de R$ 5,15 para R$ 5,40 por dólar. Para 2028, a expectativa foi de R$ 5,20 para R$ 5,40, e para 2029, de R$ 5,28 para R$ 5,45 por dólar.
Fonte: Boletim Focus, Banco Central, divulgado em 3 de outubro de 2023.







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