Jornais de diversos países têm repercutido a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para domingo (25). Pesquisas recentes indicam empate técnico entre os candidatos, com Datafolha apontando ambos com 50% dos votos válidos.
Panorama internacional da disputa eleitoral
A imprensa mundial tem destacado um cenário de "Brasil dividido" rumo à votação decisiva, com reportagens que abordam debates, trocas de acusações e a circulação de deepfakes produzidos por inteligência artificial (IA). Além disso, os veículos ressaltam as possíveis implicações globais da eleição, especialmente em relação à Floresta Amazônica.
Repercussão sobre a Amazônia
O jornal britânico The Guardian classificou a eleição como uma "batalha pela Amazônia", ressaltando que o resultado terá impacto direto nos moradores locais e no futuro da floresta, especialmente considerando uma possível intensificação da mineração sob um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O veículo também destacou os efeitos que o aumento do desmatamento e da mineração na Amazônia poderiam ter para o mundo.
O jornal espanhol El País afirmou que "a Amazônia está em uma encruzilhada" e que o voto "decidirá o futuro" da floresta tropical, lembrando sua importância como reguladora do clima global e no combate às mudanças climáticas.
Uso de inteligência artificial nas eleições
O The New York Times, dos Estados Unidos, publicou reportagem especial sobre vídeos feitos com IA que têm circulado nas redes sociais brasileiras durante a campanha. Segundo o jornal, esses vídeos variam do divertido ao absurdo, muitas vezes com tom sombrio ou enganoso, transformando o Brasil em um laboratório para esse tipo de conteúdo.
A BBC Brasil apurou que dezenas de perfis nas redes sociais têm inserido mulheres geradas por IA em vídeos reais de Flávio Bolsonaro para aumentar o engajamento e direcionar parte do público para a venda de conteúdo pornográfico.
Outras coberturas internacionais
A agência britânica Reuters reportou que diplomatas estrangeiros em Brasília temem uma reação prematura do presidente dos EUA, Donald Trump, à apuração dos votos e avaliam reconhecer rapidamente o vencedor para evitar uma possível crise institucional. Um embaixador citado pela agência afirmou que um reconhecimento antecipado "poderia levar a uma crise institucional que ninguém deseja".
O jornal português Público destacou que "um Brasil dividido escolherá seu futuro" no domingo, repercutindo o cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Já o jornal argentino La Nación caracterizou a campanha presidencial de 2026 como "a campanha do medo", em que ambos os candidatos buscam conquistar eleitores indecisos apostando na rejeição ao adversário.
CNN Internacional
A rede de TV CNN Internacional questionou se "a esquerda de Lula conseguirá sobreviver a mais um Bolsonaro", referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao candidato Flávio Bolsonaro, além do crescimento do bolsonarismo no país. A emissora relembrou uma fala de Lula ao deixar a prisão:
"Eles tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não se mata"
e afirmou que a eleição representa uma nova prova dessa ideia para o Brasil, além de um desafio para quebrar a polarização vigente.







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