A ex-apresentadora Janaína Barbosa faleceu nesta terça-feira (3/11), aos 48 anos, em decorrência de um choque anafilático, conforme comunicado divulgado pela família. Janaína era conhecida por sua trajetória na televisão, especialmente por comandar o programa “TV Fama”, da RedeTV!.
No comunicado oficial, a família informou:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Janaína Barbosa, ocorrido nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, aos 48 anos, em decorrência de um choque anafilático, uma reação alérgica grave e repentina.”
Entendimento médico sobre o choque anafilático
À reportagem do portal LeoDias, o médico emergencista Dr. Yuri Castro explicou que o choque anafilático é a manifestação mais grave da anafilaxia, caracterizada como uma reação alérgica sistêmica, intensa e potencialmente fatal.
“Durante esse processo, o organismo libera substâncias inflamatórias, como a histamina, que provocam dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da permeabilidade vascular. Isso pode levar à queda brusca da pressão arterial, ao comprometimento da circulação e até à falência de órgãos se não houver atendimento rápido.”
O médico destacou que alimentos, medicamentos e venenos de insetos, como abelhas e vespas, estão entre as principais causas do choque anafilático.
“Entre os alimentos, podemos destacar leite, ovos, amendoim, castanhas, frutos do mar e peixes. Os medicamentos também são desencadeadores importantes. Antibióticos, especialmente alguns da classe das penicilinas, anti-inflamatórios e determinados analgésicos podem provocar reações graves em pessoas suscetíveis. A gravidade não depende necessariamente da quantidade utilizada: mesmo uma dose habitual pode desencadear uma reação importante em alguém sensibilizado.”
Sintomas e orientações para atendimento
Dr. Castro indicou os primeiros sinais que podem surgir em casos de anafilaxia:
- Coceira intensa, urticária, vermelhidão, inchaço nos lábios, língua e rosto;
- Sintomas respiratórios como falta de ar, chiado no peito, sensação de garganta fechando, dificuldade para engolir e rouquidão;
- Tontura, fraqueza intensa, palpitações, queda da pressão arterial, desmaio, dor abdominal, náuseas e vômitos.
Ele alertou para a necessidade de atenção à progressão dos sintomas, principalmente quando há comprometimento respiratório ou circulatório.
“Uma pessoa que apresenta dificuldade para respirar, sensação de desmaio ou inchaço na língua e na garganta precisa de atendimento de emergência imediato. Não se deve esperar que todos os sintomas apareçam para procurar ajuda.”
Sobre as medidas a serem adotadas em caso de suspeita de anafilaxia, o médico recomendou:
“A primeira atitude é acionar imediatamente o SAMU, pelo número 192, ou procurar atendimento de emergência. Se a pessoa tiver um autoinjetor de adrenalina prescrito, ele deve ser utilizado imediatamente na parte externa da coxa, conforme as orientações médicas.”
Além disso, explicou que é importante interromper a exposição ao possível agente desencadeador, quando isso puder ser feito com segurança, e que a pessoa deve permanecer deitada, preferencialmente com as pernas elevadas, se tolerar essa posição e não apresentar dificuldade respiratória importante. Caso tenha dificuldade para respirar, pode ficar com o tronco elevado, evitando levantar-se ou caminhar. Se estiver inconsciente, mas respirando, deve ser colocada de lado.
“Não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por via oral a alguém com dificuldade para engolir ou comprometimento da consciência. Também não se deve esperar o efeito de um antialérgico antes de procurar ajuda. Na suspeita de anafilaxia, o tempo é decisivo.”







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