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Cury promete “revolucionar” turismo, educação e agronegócio

Em encontro com influenciadores em São Paulo, nesta segunda (21), Augusto Cury (Avante) apresentou propostas para turismo, ensino médio, agronegócio e microempresas, além de defender queda da Selic.

Por Atualizada em 21/09/2026 às 22:00

Cury promete “revolucionar” turismo, educação e agronegócio
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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) participou de um encontro com influenciadores digitais na capital paulista, nesta segunda-feira (21), e apresentou projetos que afirma pretender implementar caso seja eleito. Ele citou “revoluções” no turismo, na educação, na medicina e na agricultura.

Turismo e educação

Ao tratar do turismo, Cury afirmou que pretende criar duas “Black Weeks” por ano, uma em cada semestre, com convênios envolvendo companhias aéreas, restaurantes e hotéis.

"Vamos trazer milhões e milhões de pessoas para o Brasil, o Brasil turístico. Duas Black Weeks, ou seja, vamos fazer duas semanas por ano, uma em cada semestre, onde vamos fazer convênios com as companhias aéreas, com os restaurantes, com os hotéis, para trazer pessoas para conhecer esse Brasil maravilhoso"

Ele comparou a quantidade de turistas recebidos pelo Brasil com outros países e disse que haverá mudanças também na área educacional. Na educação, declarou que pretende transformar o ensino médio em ensino técnico e citou que 80% dos jovens não fazem o ensino técnico entre os 7,3 milhões no ensino médio.

"O Brasil só recebe 9 milhões de turistas. O México recebe cinco vezes mais. A Espanha, dez vezes mais. Isso não é possível. Então vai haver uma revolução no turismo, vai haver uma revolução na educação"

"Vamos transformar o ensino médio no ensino técnico, pois 80% dos jovens não fazem o ensino técnico, dos 7,3 milhões de jovens no ensino médio. E também vamos passar por uma revolução na medicina, uma revolução na agricultura"

Agronegócio e produção de alimentos

Para o agronegócio, Cury disse que pretende dobrar a produção de alimentos em 10 anos e mencionou a meta de elevar a produção de 350 milhões para 700 milhões de toneladas no período, além de “verticalizar” a produção.

"Porque, se nós não fizermos, se nós não alimentarmos pelo menos 2 bilhões de seres humanos, nós sempre vamos estar diante da China e da Índia como servos, e não como líderes que olham de igual para igual."

"Meu plano é o mais robusto. O agro produz 350 milhões de toneladas. Nós pretendemos incentivar tanto para passar para 700 milhões em 10 anos. E verticalizar. Ao invés de vender a soja e o milho in natura, vamos montar frigoríficos em todo o Nordeste, em todo o Centro-Oeste para vender a proteína. Vender suínos e vender frangos. Isso vai baratear os alimentos no Brasil e vai revolucionar nossa pauta de exportação."

Segundo o candidato, o setor enfrenta dificuldades de lucratividade e custeio.

"O agro está de joelhos hoje porque não consegue sobreviver. Eles têm lucratividade de 5% e pagam 20% de custeio. Isso é um absurdo. Isso está quebrando em massa o agro e nós precisamos abraçar. Eu sou do agro, eu nasci no agro, eu vivi no agro. Eu não apenas sou um agricultor da mente humana, como psiquiatra publicado em mais de 90 países. Mas sou um agricultor real. Temos vários projetos como citricultura, grãos, temos projetos também de seringueira e assim por diante."

BNDES, microempresas e juros

Cury também falou sobre microempresas e afirmou que pretende dividir o BNDES em dois bancos: um voltado para grandes empresas e outro para microempresas. Segundo ele, o banco só tem servido “até agora aos grandes empresários”.

"E é um crédito subsidiado. Por que não aos microempreendedores? Vou dividi-lo em dois na primeira semana. O Banco da Grande Empresa e o Banco da Microempresa. E vamos ter, nas comunidades ou favelas, uma agência do banco empreendedor para realizar o sonho desses jovens, inclusive em cada escola pública. E, se o governo for responsável fiscalmente, e o meu governo será responsável fiscalmente, nós vamos abaixar esses juros."

Ele afirmou que a redução dos juros poderia liberar recursos para ampliar o financiamento de pequenos negócios e citou o impacto da Selic sobre as contas públicas, mencionando a possibilidade de levar os juros a 5% a 6% ou 4% a 5% em um a dois anos.

"Não sei se você sabia, a cada 1% a mais na taxa Selic nós gastamos mais de R$ 100 bilhões para financiar o déficit público e a dívida pública. Então, se nós formos responsáveis, trazendo em um a dois anos os juros para 5% a 6% ou 4% a 5%, vai sobrar dinheiro para nós financiarmos não apenas 10 milhões de microempresas, mas talvez 15 milhões de microempresas. Vai ser uma revolução."

Pesquisa Quaest

Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 33%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 1%.

Fonte original: g1.globo.com

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