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Política

Debate da Globo: segundo bloco tem discussão sobre políticas sociais, reação de Lula a 'nove dedos' e pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro; reveja

No segundo bloco do debate da TV Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro, foram discutidas políticas sociais, dívida pública e o SUS. Lula reagiu à expressão 'nove dedos' usada por Flávio, que pediu desculpas durante o confronto.

Por Atualizada em 24/10/2026 às 08:00

Debate da Globo: segundo bloco tem discussão sobre políticas sociais, reação de Lula a 'nove dedos' e pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro; reveja
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Políticas sociais e licença-maternidade

O segundo bloco do debate entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de sexta-feira (23) pela TV Globo, abordou temas como políticas sociais, dívida pública e o Sistema Único de Saúde (SUS).

Lula iniciou questionando Flávio sobre o motivo pelo qual, quando deputado estadual no Rio de Janeiro, votou contra a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. O senador reconheceu o erro e afirmou que hoje votaria de outra forma.

"Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível"

O presidente associou a mudança à disputa pelo voto feminino e rebateu: "Não votou quando podia votar". Lula também cobrou explicações sobre a expressão "bolsa-farelo", usada por Flávio para se referir ao Bolsa Família.

Reação à expressão 'nove dedos' e pedido de desculpas

Durante o debate, Lula protestou contra a expressão "nove dedos", utilizada por Flávio no primeiro bloco ao discutir o salário mínimo. O senador havia dito que o presidente "dá com uma mão e tira com os nove dedos".

"Ele me chamou de nove dedos e eu quero que ele saiba uma coisa. Se tem alguém que conhece o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando à noite, quando eu não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Ele nunca trabalhou na vida."

Flávio Bolsonaro pediu desculpas pela expressão e cobrou Lula sobre a situação dos moradores de rua, afirmando que o número dobrou durante o governo do presidente.

"Lula, se eu te ofendi porque eu te chamei de nove dedos, eu te peço desculpa, de verdade. Não queria te ofender. Agora, eu quero saber se você vai pedir desculpas aos moradores de rua, que dobraram durante o seu governo"

Flávio teve direito de resposta concedido por ter sido chamado de "miliciano", mas não utilizou o tempo para rebater a acusação. Em vez disso, falou sobre a causa animal e defendeu a ampliação da Lei Sansão para incluir animais silvestres.

Lula também teve direito de resposta e aproveitou para destacar que ainda há muito a ser feito no Brasil, lembrando que o país levou mais de 400 anos após o descobrimento para ter sua primeira universidade.

Dívida pública e juros

Flávio Bolsonaro atribuiu aos gastos do governo os juros elevados e a inflação, enquanto Lula questionou a independência do Banco Central, defendida pelo senador como proteção contra interferências políticas.

O senador prometeu renegociar dívidas pela Caixa Econômica Federal, suspendendo pagamentos por seis meses para pessoas físicas e por um ano para pessoas jurídicas.

"Ele está copiando uma coisa que eu já mandei para o Senado"

disse Lula, referindo-se à proposta de renegociação de dívidas, que já estava prevista em seu governo. O presidente também defendeu o crescimento econômico como caminho para reduzir a dívida pública em relação ao PIB.

SUS e melhorias na saúde pública

Lula questionou Flávio sobre como pretende melhorar o SUS diante das propostas de cortes de gastos e afirmou que Claudio Lottenberg, anunciado pelo senador como eventual ministro da Saúde, já se posicionou contra a aplicação de mais recursos no sistema.

"Como é que você vai melhorar a saúde? É com o tesouraço?"

Flávio criticou as filas, a falta de medicamentos e a gestão dos recursos no SUS. Após a cobrança, afirmou que investiria no sistema.

"Eu vou manter, sim, vou investir no SUS, sim"

O senador prometeu ampliar o Instituto Nacional de Câncer (Inca), refinanciar dívidas das Santas Casas e atualizar a tabela de pagamentos do SUS.

Fonte original: g1.globo.com

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