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Defesa de Cariani reage a pedido de condenação do MP-SP: “Nenhuma surpresa”

A defesa do influenciador fitness Renato Cariani se manifestou sobre o pedido de condenação feito pelo Ministério Público de São Paulo, afirmando que a solicitação é uma etapa natural do processo e que confiam em um julgamento justo.

Por Atualizada em 28/10/2026 às 23:00

Defesa de Cariani reage a pedido de condenação do MP-SP: “Nenhuma surpresa”
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A defesa de Renato Cariani se pronunciou em resposta ao pedido de condenação formulado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o empresário e influenciador fitness. Em nota enviada ao portal LeoDias, o advogado Aldo Romani Netto, que representa Cariani, afirmou que o pedido foi recebido com naturalidade.

Cariani é réu pelos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matéria-prima destinada à fabricação de drogas e lavagem de dinheiro, e responde em liberdade.

"Recebemos com naturalidade o pedido de condenação formulado pelo Ministério Público. Como parte acusadora, o órgão sustentou a tese que vinha defendendo desde o início da ação penal, e o pedido não representa nenhuma surpresa", declarou a defesa.

Segundo Romani Netto, o processo está na fase de alegações finais por parte da defesa. Nessa etapa, a equipe jurídica irá responder a cada uma das teses apresentadas pelo Ministério Público e demonstrar, com base nas provas produzidas durante a instrução, que elas são improcedentes.

"Confiamos que o Poder Judiciário fará, ao final, um julgamento justo, pautado pela análise isenta da prova. Temos convicção de que esse julgamento conduzirá à absolvição de Renato Cariani", concluiu o comunicado.

Cariani é acusado de utilizar a empresa química Anidrol, localizada em Diadema (SP) e da qual é sócio, para comercializar solventes e reagentes controlados, como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, fenacetina e manitol ilegalmente. Segundo as investigações da Polícia Federal, ele fazia parte de um esquema de desvio desses insumos químicos para a produção de drogas como crack e cocaína.

O esquema consistia na emissão de notas fiscais falsas, simulando a venda legítima desses produtos químicos controlados para grandes empresas farmacêuticas multinacionais. No entanto, de acordo com a PF, os insumos eram desviados e entregues a uma rede de traficantes para uso no refino, adulteração e aumento do volume das substâncias ilegais. As investigações apontam que tais crimes teriam ocorrido 59 vezes.

Fonte original: portalleodias.com

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