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Política

Disputa judicial entre Lula e Flávio Bolsonaro vai se arrastar para depois das eleições; entenda

A disputa judicial entre as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve continuar após o resultado das eleições, com prioridade para ações que pedem a cassação das chapas.

Por Atualizada em 25/10/2026 às 02:30

Disputa judicial entre Lula e Flávio Bolsonaro vai se arrastar para depois das eleições; entenda
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A batalha judicial travada pelas campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se estender no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mesmo após o resultado das urnas neste domingo (25).

A disputa em torno das candidaturas dos presidenciáveis é classificada por integrantes do TSE como "sem precedentes" e movimentou desde a pré-campanha mais de 1.010 ações na Corte, a maioria envolvendo questionamentos sobre propaganda eleitoral ou impulsionamento de conteúdo irregular.

Agora, com o fim da campanha, o TSE deve passar a priorizar também a análise das chamadas Aijes, Ação de Investigação Judicial Eleitoral, que buscam as cassações das chapas que disputaram as eleições.

Foram abertas oito ações contra Flávio e sete contra Lula e ainda há pedidos pendentes de análise pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Essas ações buscam proteger a legitimidade das eleições e apuram condutas que podem configurar abuso de poder político, econômico ou uso indevido dos meios de comunicação.

Acusações da campanha de Flávio Bolsonaro contra Lula

Acusações da campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro

Pelas regras do TSE, as Aijes são de competência da Corregedoria do TSE, que é ocupada por um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Se as acusações se confirmarem e o TSE entender que os fatos são graves, a punição produz efeitos na área eleitoral, já que os condenados podem ficar inelegíveis por oito anos. Não é preciso comprovar que o ato cometido pode ou poderia alterar o resultado da eleição.

Não há um prazo específico para análise dessas ações. Após admitir os pedidos, o corregedor abre prazo para as defesas dos implicados. Depois, podem ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, haver o compartilhamento de provas e requisição de documentos oficiais. O relator também pode avaliar se é o caso de determinar a suspensão de atos questionados. O Ministério Público Eleitoral também participa dos processos.

O caso mais recente de condenação pelo TSE em uma Aije é do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi condenado pela primeira vez por uma reunião com embaixadores, no Palácio da Alvorada, quando atacou sem provas o sistema eleitoral brasileiro.

Depois, Bolsonaro e seu ex-vice, Braga Netto, foram condenados por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação na comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 2022. Com isso, os dois ficaram inelegíveis até 2030 — isso antes da condenação pelo Supremo Tribunal Federal na trama golpista.

Outro julgamento do TSE considerado histórico investigou suposto abuso de poder político e econômico da chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), além de recebimento de propinas oriundas do suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras analisado pela Lava Jato. Por 4 votos a 3, a acusação foi rejeitada, evitando a cassação de Michel Temer, que já havia assumido a Presidência após o impeachment de Dilma.

Fonte original: g1.globo.com

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