O rapper canadense Aubrey Drake Graham, conhecido como Drake, completa 40 anos em 24 de outubro de 2026. Nascido em Toronto, no Canadá, ele iniciou sua trajetória artística como ator na série juvenil "Degrassi: A Próxima Geração" (2001) antes de alcançar projeção internacional na música.
Com álbuns de grande repercussão, sucessos nas plataformas digitais e influência sobre o rap e o pop, Drake tornou-se um dos nomes mais populares de sua geração. O canadense coleciona canções que alcançaram o número um das paradas da Billboard, como "Best I Ever Had" (2009), "What's My Name?" (2010), "Work" (2016), "One Dance" (2016), "Pop Style" (2016), "In My Feelings" (2018), "God's Plan" (2018), "Nice for What" (2018) e "Way 2 Sexy" (2021).
Conflito com Kendrick Lamar
Drake e Kendrick Lamar, outro grande nome do hip-hop, travaram uma batalha lírica que ganhou destaque em 2024, embora a rivalidade tenha começado anos antes. Em 2011, Lamar participou do segundo álbum de Drake, "Take Care", na faixa "Buried Alive Interlude", e lançou seu primeiro álbum de estúdio, "Section.80".
Os dois rappers colaboraram em turnês e na música "Poetic Justice", do álbum "Good Kid, MAAD City" de Lamar. Em 2013, Lamar gerou polêmica ao se autoproclamar "Rei de Nova York" na faixa "Control", de Big Sean, na qual mencionou Drake.
Desde então, ambos trocaram provocações em músicas lançadas ao longo dos anos, culminando em 2024 com o lançamento de faixas que continham acusações e críticas pessoais. Entre os destaques está "Not Like Us", de Lamar, que alcançou grande sucesso comercial e apresentou acusações contra Drake. O canadense negou as alegações e contestou publicamente a forma como foi retratado na música.
Essas acusações, presentes nas faixas, fazem parte de uma disputa artística e não devem ser tratadas como fatos comprovados.
Em janeiro de 2025, Drake entrou com uma ação judicial contra a Universal Music Group (UMG), gravadora responsável pela distribuição da faixa, alegando que a empresa promoveu a música de maneira que prejudicou sua reputação. O processo não foi movido diretamente contra Kendrick Lamar.
Em outubro de 2025, um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou a ação, entendendo que as declarações na música, consideradas no contexto de uma batalha de rap, não configuravam base suficiente para a reclamação. O caso ampliou o debate sobre os limites entre liberdade artística, acusações em letras musicais e responsabilidade das gravadoras.
Outros desentendimentos públicos
Drake também teve desentendimentos públicos com outros artistas do gênero, como Pusha T. Em 2018, a disputa ganhou força com o lançamento de faixas de ataque pessoal, incluindo "The Story of Adidon", de Pusha T.
A música revelou informações sobre a paternidade de Drake, que posteriormente confirmou ter um filho, Adonis. O episódio repercutiu amplamente por levar aspectos da vida privada do rapper para o centro da disputa musical.
Cancelamentos de shows no Brasil
Drake causou frustração em fãs brasileiros em duas ocasiões. Em 2019, ele foi uma das atrações mais aguardadas do Rock in Rio, previsto para encerrar a programação do Palco Mundo em 27 de setembro, mas cancelou a apresentação poucas horas antes do show. A organização informou que o cancelamento ocorreu por questões de produção, e a apresentação foi substituída por outra atração.
Em 2023, o rapper cancelou sua apresentação no Lollapalooza Brasil, onde estava anunciado como atração principal em São Paulo. O cancelamento, alegado por circunstâncias imprevistas relacionadas à produção, gerou críticas nas redes sociais, especialmente por se tratar de um dos artistas mais esperados do festival.
Críticas sobre apropriação cultural
Uma das críticas recorrentes enfrentadas por Drake diz respeito à apropriação cultural e ao uso de elementos musicais de diferentes comunidades, especialmente em gêneros como dancehall e afrobeats, originários de tradições musicais negras.
A música "One Dance", lançada em 2016, combina influências desses gêneros e levantou discussões sobre a comercialização de estilos musicais desenvolvidos por artistas negros e africanos.
No álbum "More Life", de 2017, Drake incorporou referências associadas ao dancehall e à música jamaicana. Embora o projeto tenha ampliado a visibilidade internacional desses estilos, parte do público questionou se artistas de grande alcance comercial recebem mais reconhecimento por sonoridades desenvolvidas por comunidades negras e caribenhas.
Publicado por Mariana Valbão, da CNN Brasil







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