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É #FAKE que reportagem mostrou plano de Lula para encerrar Bolsa Família após 2º turno; vídeo de 2025 citou mudanças no programa

Posts enganosos nas redes sociais afirmam que o governo Lula pretende acabar com o Bolsa Família após o segundo turno das eleições, mas o Ministério do Desenvolvimento desmentiu as alegações, esclarecendo que o programa segue ativo com reajuste e mudanças na regra de transição.

Por Atualizada em 28/10/2026 às 13:00

É #FAKE que reportagem mostrou plano de Lula para encerrar Bolsa Família após 2º turno; vídeo de 2025 citou mudanças no programa
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Circulam nas redes sociais publicações com um vídeo de uma reportagem supostamente relatando que, após a vitória no segundo turno das eleições, o governo do presidente Lula (PT) acabaria com o Bolsa Família. É #FAKE.

Compartilhadas no Instagram, Facebook e X desde segunda-feira (26), as publicações trazem uma caixa de texto sobreposta às imagens com a mensagem: "Bolsa Família pode acabar! Bolsa Família pode estar com os dias contados. Governo Lula avalia a possibilidade de encerrar o programa".

Exemplos de legendas incluem: "Depois de ganhar as eleições Lula vai acabar com o bolsa família. Faz o L"; e "Governo Lula avalia a possibilidade de encerrar o programa".

No vídeo, a jornalista comenta sobre uma nova "regra de transição" apresentada pelo governo federal no ano passado, que alterou o tempo de permanência no programa das famílias que ultrapassem o limite de renda.

O Bolsa Família é um programa de assistência social destinado a cidadãos com renda familiar per capita de até R$ 218.

Anteriormente, se a renda per capita chegasse ao máximo de R$ 759, a família continuaria recebendo metade do valor do benefício ao longo do prazo de até dois anos.

Com as mudanças, implantadas a partir de junho de 2025, o prazo diminuiu para um ano para os novos beneficiários. E o valor limite ficou em R$ 706.

Famílias que ultrapassam o limite continuam saindo do programa imediatamente.

A assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) afirmou que "são falsas as alegações de cortes no Bolsa Família" que passaram a circular recentemente.

Em nota enviada por e-mail, a pasta informou: "O programa segue em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. Em outubro, houve reajuste de 15,04%, com o valor mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691".

Esse reajuste foi anunciado pelo governo Lula em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno da eleição. O primeiro repasse com valores atualizados ocorreu em 19 de outubro, sete dias antes do segundo turno das eleições, que terminou com o presidente reeleito para seu quarto mandato, após vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL).

À época do anúncio do aumento para o Bolsa Família, o governo negou motivação eleitoral e afirmou que a medida recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação desde o aumento anterior, três anos atrás. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026 foi de 15,04%.

Economistas e especialistas consultados pelo g1 questionaram o momento da alteração e o risco às contas públicas.

Fonte original: g1.globo.com

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