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Entenda por que shows da dupla Jorge e Mateus foram cancelados no Nordeste

Shows da dupla Jorge e Mateus foram cancelados nas festas de Réveillon de Fortaleza e Recife após repercussão de vídeo com paródia política. Salvador mantém a dupla na programação.

Por Atualizada em 05/11/2026 às 21:00

Entenda por que shows da dupla Jorge e Mateus foram cancelados no Nordeste
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Cancelamento dos shows em Fortaleza e Recife

As prefeituras de Fortaleza e Recife anunciaram na quarta-feira (4) o cancelamento das apresentações da dupla Jorge e Mateus nas festas de Réveillon das duas capitais. A decisão ocorreu após a repercussão de um vídeo em que Jorge canta uma paródia com a frase "pode chorar, mas eu não voto no PT", durante um encontro de apoio a Flávio Bolsonaro antes do segundo turno das eleições de 2026.

Além disso, rumores de declarações contra o Nordeste atribuídas ao cantor circularam, mas ele negou as acusações, afirmando que "jamais me referiria dessa forma a uma região pela qual tenho tanto carinho, admiração e respeito".

Os prefeitos Evandro Leitão (PT), de Fortaleza, e Victor Marques (PCdoB), do Recife, não citaram diretamente o episódio, mas justificaram os cancelamentos alegando que a polêmica ameaçava o clima de união das festas.

"Diante de questões posteriores que geraram polêmica, tirando o foco do nosso real objetivo, que é fazer uma das maiores e mais animadas festas populares do país, foi acordado o cancelamento do contrato de participação da dupla na celebração deste ano, de forma absolutamente legal", afirmou Evandro Leitão.

Ele também ressaltou que os cachês dos artistas contratados para o evento são integralmente pagos por patrocinadores.

"O final de ano é sempre momento de união, unidade, fraternidade, estar junto de quem a gente ama, de muito amor e também de renovação da esperança. E é justamente por esse motivo que não há mais clima para a apresentação da dupla Jorge e Mateus dentro da nossa programação", declarou Victor Marques.

Contexto da polêmica

O vídeo que gerou a controvérsia mostra Jorge cantando a paródia "pode chorar, mas eu não voto no PT" em um evento com Flávio Bolsonaro, que reuniu outros artistas sertanejos em apoio ao político antes do segundo turno das eleições de 2026.

Nas redes sociais, internautas criticaram a participação da dupla nas festas de Réveillon do Nordeste, com comentários como "Para Fortaleza vocês não vão", "Fica longe do Nordeste" e "Vão cantar no quintal do Goiás agora" nas publicações oficiais da dupla.

Em seu Instagram pessoal, Jorge publicou um comunicado em que afirma nunca ter feito declarações desrespeitosas sobre o Nordeste e o povo nordestino, e destacou que o pronunciamento é individual, sem envolver seu parceiro Mateus.

"Faço esse esclarecimento em meu nome, por se tratar de uma situação relacionada a mim, e não ao Mateus ou à nossa trajetória como dupla", explicou.

"Tenho uma gratidão imensa pelo povo nordestino, por sua cultura, sua história e por tudo que essa região representa para a música brasileira e para a minha própria caminhada", escreveu.

"Respeito as diferentes opiniões e acredito que, acima de qualquer divergência, devem prevalecer o diálogo, a empatia e o respeito", concluiu.

A assessoria da dupla informou à CNN Brasil que não dará maiores pronunciamentos sobre o assunto no momento.

Salvador mantém Jorge e Mateus na programação do Réveillon

A Prefeitura de Salvador confirmou a presença da dupla Jorge e Mateus no Festival Virada Salvador 2027, na noite do Réveillon. O anúncio foi feito na quarta-feira (4).

Durante coletiva de imprensa, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) comentou a polêmica e afirmou que critérios políticos não foram considerados na escolha das atrações.

"Nós vivemos numa democracia, temos que respeitar as opiniões divergentes."

"Não sou prefeito de direita, nem de esquerda. Esta briga não nos pertence. As pessoas podem e devem expressar sua opinião, seus artistas também têm o direito, e cabe a nós respeitá-los, entender as suas posições, as suas convicções e governar para todos, que é o meu papel", pontuou.

O gestor ressaltou ainda que utilizar posicionamentos políticos como parâmetro para definir quem pode ou não se apresentar seria ilegal e que a diversidade de ritmos e artistas na programação reflete a postura da administração municipal.

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Fonte original: www.cnnbrasil.com.br

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