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Fato ou Fake existe desde 2018; conheça o histórico do serviço de checagens do Grupo Globo

Criado em 2018, o Fato ou Fake reúne jornalistas de sete redações do Grupo Globo para monitorar e checar informações virais nas redes sociais e declarações políticas, com mais de 5 mil checagens publicadas até 2026.

Por Atualizada em 23/10/2026 às 13:01

Fato ou Fake existe desde 2018; conheça o histórico do serviço de checagens do Grupo Globo
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O Fato ou Fake, serviço de checagem do Grupo Globo, foi criado em julho de 2018 para unificar iniciativas independentes de verificação de informações e ampliar a escala e agilidade das checagens. A ferramenta reúne jornalistas de sete redações: TV Globo, g1, GloboNews, "O Globo", "Valor Econômico", "Extra" e CBN.

Desde o lançamento, mais de 5 mil checagens foram publicadas. O trabalho inclui o monitoramento diário de conteúdos virais nas redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, além da verificação de declarações de políticos, especialmente durante debates e entrevistas eleitorais.

Histórico do Fato ou Fake

2018

O Fato ou Fake foi lançado em 30 de julho de 2018. Naquele ano, as equipes do g1, GloboNews, "O Globo", "Valor Econômico", "Extra", "Época" e CBN passaram a monitorar as redes sociais com diversas ferramentas para identificar mensagens suspeitas e verificar sua veracidade. O projeto checou entrevistas e debates dos candidatos nas eleições daquele ano, trabalho que se repetiu em 2020, 2022, 2024 e 2026.

O serviço checa conteúdos virais que impactam o debate público e que podem ser verificados de forma independente e imparcial. Segundo os Princípios Editoriais do Grupo Globo, o trabalho é guiado por isenção, correção e agilidade. Não são checados opiniões, rumores, ofensas, previsões de futuro ou teorias da conspiração.

Com transparência sobre as fontes consultadas, as verificações explicam ao público o processo de apuração. Além de fontes primárias, o Fato ou Fake utiliza ferramentas para detectar conteúdos criados com inteligência artificial (IA), pesquisa dados estatísticos, documentos oficiais, estudos, registros históricos e entrevista especialistas.

2019

Um ano após o lançamento, o Fato ou Fake superou a marca de mil checagens. Em 12 meses, foram verificadas 764 declarações de políticos e 391 conteúdos que circulavam na internet. O projeto também lançou um tutorial para orientar o público a identificar materiais falsos e verificar a autenticidade de fotos, vídeos e textos compartilhados nas redes sociais.

2020

Em um ano marcado pela pandemia de Covid-19, o Fato ou Fake publicou mais de mil checagens, com média de uma a cada oito horas. Foram verificados 584 conteúdos compartilhados nas redes sociais, quase dois terços relacionados ao coronavírus. Entre as checagens mais vistas estavam vídeos e mensagens com informações controversas sobre prevenção e a doença. Também foram verificadas 426 declarações de políticos, a maioria durante as eleições municipais.

2022

O Fato ou Fake publicou mais de 1,2 mil checagens ao longo do ano. Houve intensa cobertura de debates e entrevistas durante a campanha eleitoral. Uma reportagem do serviço explicou o funcionamento da "fábrica de desinformação política" no Brasil, e uma série abordou temas relacionados à desinformação, como a criação e o compartilhamento de notícias falsas.

2024

A checagem eleitoral ganhou um novo ritmo: pela primeira vez, verificações foram publicadas durante os debates, antes do encerramento dos programas. Esse modelo será adotado no debate presidencial na Globo em 23 de junho de 2024.

2025

O Fato ou Fake estreou um quadro no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. Na primeira edição, foram explicados a origem do termo "fake news", o processo de checagem e como evitar golpes na internet.

2026

O serviço manterá a publicação das primeiras checagens durante os debates, prática iniciada nas eleições municipais de 2024. Para o debate presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na Globo, o projeto preparou uma cobertura especial com mais de 30 jornalistas trabalhando em conjunto para verificar as declarações dos candidatos.

Com apoio da tecnologia, a equipe transcreverá as falas em tempo real e selecionará declarações passíveis de verificação com base em dados e informações objetivas. As primeiras checagens serão publicadas no g1 e nos sites de "O Globo", "Valor Econômico", "Extra" e CBN. A GloboNews exibirá um programa especial após o confronto com as verificações.

Fonte original: g1.globo.com

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