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Fim da escala 6x1: Governo quer expor posicionamento de aliados de Flávio e oposição planeja estratégia

Proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1 começa a ser discutida no Senado, com governistas buscando expor aliados de Flávio Bolsonaro contrários à medida, enquanto a oposição planeja obstrução da votação.

Por Atualizada em 06/10/2026 às 17:01

Fim da escala 6x1: Governo quer expor posicionamento de aliados de Flávio e oposição planeja estratégia
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No dia em que a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 começou a ser discutida no Senado, governistas planejam usar o debate para expor o posicionamento de aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já sinalizaram ser contrários à medida.

Ao chegar no Senado, o senador e ex-líder do governo Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que há acordo por parte do governo para votar a PEC, mas que "precisa saber do candidato a presidente Flávio".

"Eu estou vindo ao plenário porque, pelo que eu percebo, o pessoal da oposição, ou seja, os torcedores do candidato Flávio Bolsonaro, não estão dando presença na tentativa de inviabilizar o debate do fim do trabalho aos sábados", disse. "O candidato terá que mostrar a cara e dizer que é contra."

Quando a PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro, aliados de Flávio Bolsonaro – como o seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN) – se posicionaram duramente contra a medida.

Desde então, governistas têm afirmado que a PEC foi embarreirada pela oposição no Senado. O próprio presidente Lula chegou a dizer isso algumas vezes durante a campanha.

Agenda do presidente do Senado e expectativa de votação

Nesta terça-feira (6), o Senado realizou a primeira de cinco sessões de discussão, procedimento necessário para a votação de uma PEC.

Segundo o líder do governo no Senado, senador Carlos Guimarães (PT), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se comprometeu a votar a proposta antes do segundo turno das eleições presidenciais. A expectativa é que o próprio Alcolumbre presida a sessão, algo visto como um gesto para o governo. A PEC é considerada uma "bala de prata" para a campanha de Lula.

Há dúvidas, porém, sobre a existência de vontade política para a votação. Passada a eleição dos parlamentares, a pressão das urnas não é mais um fator que estimule os senadores a votarem uma proposta popular.

Além disso, o resultado eleitoral do domingo anterior já aponta para uma mudança na correlação de forças na Casa, com uma direita muito mais fortalecida no Senado.

Senadores da base governista ouvidos pela reportagem admitem que o cenário é desafiador e não garantem que a votação será possível.

"Vamos tentar", disse a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

O governo conta com sinalizações positivas de Davi Alcolumbre. Aliados do presidente do Senado afirmam que a PEC será "prioritária" e que ele seguirá o rito prometido ao governo.

Nos corredores do Congresso, há quem diga que a reeleição do presidente Lula seria "a melhor aposta" para Davi Alcolumbre.

Nos últimos anos, a relação do presidente do Senado com senadores da direita se desgastou – com críticas abertas de senadores bolsonaristas à gestão de Alcolumbre, principalmente em relação à crise com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Posicionamento da oposição e estratégia para obstrução

Senadores da oposição classificam a PEC como uma "medida eleitoreira" e querem evitar sua votação. Uma das orientações para a sessão de terça-feira foi obstruir a sessão, ou seja, não dar quórum para que ela aconteça.

Faltando 34 minutos para o início da sessão, apenas 30 senadores haviam registrado presença. Grande parte dos ausentes era da oposição.

Na mesma terça-feira, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a PEC do governo e, mais uma vez, defendeu a proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho.

O texto da oposição prevê a possibilidade de redução da jornada, com redução proporcional do salário, após acordo com o empregador.

Fonte original: g1.globo.com

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