Dentro da campanha do candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o clima é de otimismo a cinco dias do segundo turno.
O candidato alerta, porém, para erros nesta reta final, como a confusão provocada por declarações de sua coordenadora econômica, Daniella Marques, sobre mudanças nas regras do Bolsa Família em um eventual governo do PL.
A avaliação é que qualquer tropeço pode impactar as intenções de voto nos últimos dias da eleição.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já está explorando politicamente as declarações de Daniella Marques.
Declarações sobre Bolsa Família
Em entrevista à CBN Bahia, Daniella afirmou que em um eventual governo Flávio Bolsonaro pretende estabelecer uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio, com retorno automático ao programa caso a iniciativa não dê certo.
"Em um eventual governo Flávio Bolsonaro pretende estabelecer uma regra de transição de dois anos para beneficiários que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio, com retorno automático ao programa caso a iniciativa não dê certo."
A declaração abriu espaço para que aliados de Lula passassem a divulgar a versão de que Flávio diz publicamente que não pretende mudar o Bolsa Família, enquanto sua equipe prepara alterações no programa.
Atualmente, o Bolsa Família já possui uma regra de proteção para famílias que registram aumento de renda. Pelas normas atuais, a permanência temporária no programa depende da renda por pessoa da família, da data de entrada na regra de proteção e do tipo de renda recebida.
Contexto político e impacto
O episódio ocorreu no mesmo período em que o governo Lula anunciou a antecipação para esta semana do pagamento dos benefícios de outubro, o primeiro com o reajuste de 15%.
Mais da metade dos beneficiários receberia apenas na próxima semana. Com a mudança, terão o crédito em suas contas antes do segundo turno da eleição presidencial.
Aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem que Daniella Marques não apresentou uma proposta inteiramente nova sobre a transição de beneficiários que aumentam a renda, mas avaliam que qualquer declaração mal colocada neste momento gera ruídos e munição para a campanha de Lula.
Isso ganha peso especialmente em uma disputa considerada acirrada.
Enquanto isso, na campanha de Lula, o clima é de apreensão. A avaliação interna é que a eleição está empatada e qualquer um dos dois candidatos pode vencer no próximo domingo, dia 25 de outubro.
Segundo ele, o lado positivo em comparação com o primeiro turno é que agora há uma grande mobilização em torno da candidatura do presidente Lula.







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