Após a revelação de que um funcionário da Casa Branca contratou o avião utilizado na fuga de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, diplomatas e assessores diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o melhor caminho é o pragmatismo, evitando transformar o episódio em uma crise com o presidente Donald Trump.
A avaliação é que Trump já enfrenta pressão e cobrança interna pela ajuda na fuga do candidato derrotado do PL, e essa pressão deve aumentar diante da dúvida sobre quem pagou o jatinho contratado por Jason Miller, assessor do presidente americano na Casa Branca.
"Se foi o governo dos Estados Unidos, os democratas vão usar essa informação com munição extra na eleição da semana que vem para renovação do Congresso americano."
Em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 do Senado dos EUA. A expectativa é que Trump perca a maioria na Câmara e corra risco de perder também no Senado.
Na sexta-feira ou sábado (31), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pode se encontrar com seu colega americano Marco Rubio durante a reunião dos chanceleres do G20. Essa será uma oportunidade para o Brasil informar que até o PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória do presidente Lula na eleição do último domingo.
Em dezembro, está prevista a reunião dos chefes de Estado do G20, quando Lula deve se encontrar novamente com Trump.
A equipe do presidente brasileiro lembra que o americano ainda tem dois anos de mandato e que o Brasil precisa conviver com ele e buscar negociações que possam beneficiar as empresas brasileiras.







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