O Autódromo Hermanos Rodríguez recebe neste fim de semana o GP do México de Fórmula 1, evento marcado por características únicas e que já foi palco de títulos mundiais e recordes de velocidade. Inaugurado em 1959, o circuito tem 4,304 km de extensão e está localizado a cerca de 2.240 metros acima do nível do mar, o que o torna o ponto mais alto do calendário da Fórmula 1.
Essa altitude influencia diretamente o desempenho dos carros, exigindo adaptações das equipes. Com o ar menos denso, os veículos enfrentam menor resistência nas retas, mas perdem pressão aerodinâmica nas curvas. Além disso, a refrigeração dos motores e dos freios se torna mais difícil, complicando o acerto dos carros. Em 2026, a nova geração de motores híbridos enfrentará pela primeira vez essa altitude extrema.
Um dos trechos mais notáveis do circuito está logo na largada, onde há cerca de 830 metros entre a posição da pole position e a primeira zona de frenagem, a maior distância desse tipo no calendário da Fórmula 1. Esse espaço permite que os pilotos aproveitem o vácuo dos adversários para tentar ultrapassagens antes da primeira curva.
As altas velocidades também são uma marca do GP do México. Em 2025, Oscar Piastri alcançou 363 km/h. O recorde oficial da volta mais rápida em corrida pertence a Valtteri Bottas, que registrou 1min17s774 em 2021.
Na parte final da volta, o traçado passa pelo Foro Sol, um espaço que já recebeu partidas de beisebol e hoje é utilizado para shows e eventos. O circuito passa por dentro do estádio, com arquibancadas próximas aos carros, proporcionando uma experiência única para os espectadores.
O autódromo foi construído em 1959 utilizando as vias internas do complexo esportivo Magdalena Mixiuhca, na Cidade do México. Desde então, passou por diversas modificações, incluindo alterações no trecho que contorna o Foro Sol.
A Fórmula 1 chegou ao local em 1962, mas a primeira corrida realizada naquele ano não valeu pontos para o Mundial. A estreia oficial ocorreu em 1963, com vitória do britânico Jim Clark, da Lotus.
O GP do México teve períodos fora do calendário, com a primeira fase entre 1963 e 1970, e a segunda entre 1986 e 1992. A corrida retornou definitivamente em 2015.
O nome do circuito homenageia os irmãos Ricardo e Pedro Rodríguez. Ricardo morreu aos 20 anos em 1962, após um acidente durante um treino no autódromo. Pedro faleceu em 1971, aos 31 anos, durante uma prova de carros esportivos na Alemanha.
O GP do México já foi decisivo para quatro títulos mundiais: John Surtees em 1964, Graham Hill em 1968, e Lewis Hamilton em 2017 e 2018. Neste ano, Kimi Antonelli pode confirmar o título mundial na etapa deste domingo (1º/11).
Entre os pilotos, Max Verstappen é o maior vencedor da etapa, com cinco vitórias nos anos de 2017, 2018, 2021, 2022 e 2023. A edição mais recente, em 2025, foi vencida por Lando Norris, que levou a McLaren ao topo do pódio.
Programação do fim de semana
Sexta-feira (30/10)
- Treino Livre 1: 15h30
- Treino Livre 2: 19h00
Sábado
- Treino Livre 3: 14h30
- Classificação: 18h00







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