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Política

Imprensa internacional repercute prolongamento da votação no Brasil

Jornais e agências internacionais destacam a prorrogação do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, abordando o impacto político e as tensões do pleito.

Por Atualizada em 25/10/2026 às 19:00

Imprensa internacional repercute prolongamento da votação no Brasil
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O prolongamento do horário de votação no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras ganhou destaque na imprensa internacional neste domingo (25). A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o funcionamento das urnas até as 19h foi noticiada por veículos da Europa, América Latina e Estados Unidos, que também repercutiram o contexto político e as expectativas em torno do pleito.

O ministro Cristiano Zanin determinou a extensão do horário após denúncias de problemas no transporte de eleitores e fortes chuvas em várias regiões do país. A medida foi tomada a pedido das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Na Europa, o jornal português Público destacou a prorrogação na capa de seu site. O argentino Clarín ressaltou que a decisão judicial ocorreu no mesmo horário previsto para o fechamento das urnas, evidenciando um conflito de horários entre as decisões judiciais e o processo eleitoral.

Nos Estados Unidos, o The New York Times apontou que, apesar da extensão do horário de votação, não estava claro se eleitores que chegaram a tempo poderiam votar em seções eleitorais já encerradas. O francês Le Monde informou que, mesmo com a interrupção da contagem, já eram conhecidos 340 mil votos parciais, com Lula obtendo 57,66% e Flávio Bolsonaro 42,34%.

O jornal espanhol El País também noticiou a prorrogação, destacando a importância do resultado para a América Latina e para o mundo.

Repercussão política na imprensa internacional

O El País afirmou que o Brasil decidirá entre "entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula". O jornal comentou que a vitória de Flávio Bolsonaro representaria a ascensão do presidente mais poderoso das últimas décadas, devido ao controle do governo federal, do Congresso e da influência no Supremo Tribunal Federal. Já uma vitória de Lula significaria "manter o rumo político e econômico, apostar, nestes tempos tão turbulentos, em um mundo regido por regras e em um líder com credenciais democráticas consolidadas".

A agência norte-americana Associated Press descreveu a votação como uma "decisão tensa" que determinará a influência dos Estados Unidos na América Latina. Citou pesquisa do Datafolha que indicava empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 50% das intenções de voto para cada um, e destacou que uma vitória de Bolsonaro representaria uma guinada à direita na maior economia da região.

O The New York Times afirmou que "Flávio pode conquistar a maior vitória da direita da América Latina" e ressaltou o interesse do governo Trump no pleito, dada a afinidade ideológica com o candidato do PL.

O jornal britânico The Guardian qualificou o pleito como "altamente imprevisível", mencionando que a diferença entre os candidatos é a menor já registrada para um segundo turno presidencial no Brasil. Destacou ainda que Flávio Bolsonaro pretende conceder indulto a seu pai, Jair Bolsonaro, caso seja eleito, e que prometeu mudanças na Constituição brasileira.

Fonte original: g1.globo.com

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