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Maranhão

Inflação em São Luís sobe 0,82% em setembro, puxada pelo aumento da energia elétrica, aponta IBGE

São Luís registrou alta de 0,82% na inflação em setembro de 2026, com destaque para o aumento da energia elétrica residencial, segundo dados do IBGE.

Por Atualizada em 10/10/2026 às 18:00

Inflação em São Luís sobe 0,82% em setembro, puxada pelo aumento da energia elétrica, aponta IBGE
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A inflação em São Luís voltou a subir em setembro de 2026, registrando alta de 0,82%, após queda de 0,60% em agosto. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (9).

Com esse resultado, a capital maranhense acumula inflação de 4,74% entre janeiro e setembro, o maior percentual entre as 16 regiões pesquisadas pelo instituto, ficando acima da média nacional, que foi de 3,95% no mesmo período.

Em setembro, a inflação de São Luís ficou no mesmo patamar da média brasileira, de 0,82%. Segundo o IBGE, todas as 16 regiões pesquisadas registraram aumento de preços no mês, diferente de agosto, quando houve deflação em todas elas.

Energia elétrica é principal responsável pela alta

O grupo habitação foi o que mais contribuiu para a inflação em São Luís, com aumento de 4,73% e impacto de 0,67 ponto percentual no índice geral. O principal responsável foi o aumento de 12,84% no preço da energia elétrica residencial, influenciado pelo reajuste anual de 5,42% nas tarifas das concessionárias de distribuição. O gás de botijão também teve alta de 0,67%.

O grupo alimentação e bebidas apresentou aumento de 0,57% em setembro, após três meses consecutivos de queda nos preços. Entre os alimentos que ficaram mais caros estão a costela bovina, com alta de 3,95%, e a banana-prata, que subiu 1,90%.

Por outro lado, os grupos saúde e cuidados pessoais e despesas pessoais registraram queda de 0,27% cada. A gasolina também ficou mais barata pelo segundo mês consecutivo em São Luís, com redução de 0,69% em setembro, após recuo de 1,18% em agosto.

São Luís lidera inflação acumulada em 2026

De acordo com o levantamento do IBGE, São Luís voltou a ocupar a primeira posição entre as regiões pesquisadas no acumulado do ano, com inflação de 4,74%. A capital maranhense ficou à frente da Região Metropolitana de Fortaleza, que acumulou alta de 4,52%. Essas foram as únicas áreas pesquisadas com índices acumulados no ano superiores a 4,50%, limite de tolerância da meta nacional de inflação.

Entre os grupos de despesas que mais subiram em São Luís de janeiro a setembro estão transportes (6,49%), artigos de residência (6,38%), educação (6,09%) e saúde e cuidados pessoais (5,32%).

O levantamento também mostra que alguns produtos tiveram aumentos mais expressivos em São Luís do que na média nacional. A gasolina acumula alta de 16,62% na capital maranhense, contra 5,56% no Brasil. O óleo diesel subiu 26,33% em São Luís, enquanto a média nacional foi de 15,26%.

Inflação acumulada em 12 meses apresenta queda

Apesar da alta em setembro, a inflação acumulada em 12 meses apresentou desaceleração em São Luís, passando de 4,52% em agosto para 4,32% em setembro, ficando abaixo do limite de tolerância de 4,50% estabelecido para a meta nacional de inflação.

No Brasil, o movimento foi contrário, com a inflação acumulada em 12 meses passando de 4,22% para 4,58%, ultrapassando esse limite.

O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil e acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Em São Luís, a pesquisa integra o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) desde maio de 2018.

Para o resultado de setembro de 2026, o IBGE considerou os preços coletados entre os dias 1º e 29 de setembro, comparados aos preços do período de referência anterior.

Fonte original: g1.globo.com

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