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Maranhão

Justiça condena dupla por morte de homem confundido com o irmão em Balsas

Eduardo Leite de Sousa e Samara França Araújo foram condenados pela morte de Daniel Nascimento Barbosa, assassinado em 13 de julho de 2024 em Balsas. Outro réu foi absolvido pelo júri.

Por Atualizada em 06/10/2026 às 18:00

Justiça condena dupla por morte de homem confundido com o irmão em Balsas
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Eduardo Leite de Sousa e Samara França Araújo foram condenados pela morte de Daniel Nascimento Barbosa, assassinado a tiros em 13 de julho de 2024 em Balsas. O julgamento ocorreu no dia 2 de outubro, durante a segunda sessão do Tribunal do Júri.

Eduardo recebeu pena de 17 anos e oito meses de prisão, enquanto Samara foi condenada a 10 anos e dez meses. Marquel Abreu Teixeira, que também respondia no processo, foi absolvido pelo Conselho de Sentença.

Detalhes do crime e investigação

Segundo as investigações, Daniel pilotava uma motocicleta quando foi perseguido por Eduardo. Durante a perseguição, ele foi atingido por disparos de arma de fogo. Mesmo após cair do veículo, a vítima teria sido baleada novamente.

A apuração indicou que o alvo do crime seria Pedro, irmão de Daniel. O processo aponta que Daniel foi confundido com Pedro devido à semelhança física entre os dois. No dia do homicídio, Daniel também usava a motocicleta do irmão.

Conforme o processo, a motocicleta tinha um rastreador instalado a pedido de Eduardo, com auxílio de Marquel, proprietário de uma oficina mecânica. Com o rastreador, Eduardo monitorava a movimentação do veículo. Samara também teria participado do monitoramento e avisado Eduardo sobre o deslocamento da motocicleta no dia do crime.

Depoimentos dos envolvidos

Eduardo se apresentou espontaneamente à polícia, acompanhado de um advogado, e confessou ter matado Daniel. Em depoimento, relatou a participação dos demais denunciados e afirmou que cometeu o crime após receber ameaças de morte do irmão da vítima.

"Cometi o crime após receber ameaças de morte do irmão da vítima."

Marquel confirmou que mandou instalar o rastreador a pedido de Eduardo, mas alegou desconhecer as intenções dele.

"Não sabia quais eram as intenções dele."

Samara confessou ter participado do monitoramento da motocicleta e disse que avisou Eduardo sobre a movimentação do veículo no dia do homicídio.

"Participei do monitoramento da motocicleta e avisei Eduardo sobre a movimentação do veículo no dia do homicídio."

Fonte original: g1.globo.com

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