Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente no domingo (25) com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), superando Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 59.826.041 votos (48,21%), conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esta é a primeira vez que um candidato a presidente supera o adversário entre o primeiro e o segundo turno; Flávio havia terminado o primeiro turno em 4 de outubro na frente, com 47,03% contra 45,16% de Lula.
A análise do saldo de votos por unidade da federação mostra onde ocorreu a virada. Somando as 27 unidades, sem contar os votos no exterior, Lula terminou o segundo turno com 4.401.534 votos a mais. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro tinha vantagem de 1.528.247 votos, o que representa uma oscilação de quase 5,9 milhões de votos.
Desempenho por região
Sudeste
O maior deslocamento ocorreu no Sudeste. Nos quatro estados da região, a vantagem de Flávio caiu de 5,66 milhões para 2,81 milhões de votos, uma redução de 2,86 milhões. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o senador manteve a liderança, mas sua margem caiu de 3.416.610 para 2.019.904 votos, uma perda de quase 1,4 milhão. No Rio de Janeiro, reduto político de Flávio, a vantagem foi reduzida pela metade, de 1.273.823 para 603.640 votos.
Minas Gerais
Minas Gerais foi a única unidade da federação em que Lula passou de derrotado a vencedor. No primeiro turno, Flávio venceu no estado por 588.922 votos de diferença. No segundo turno, Lula ganhou por 109.313 votos, uma oscilação de quase 700 mil votos.
Nordeste
No Nordeste, onde Lula venceu em todos os estados nos dois turnos, a vantagem do petista cresceu 2,56 milhões de votos, passando de 11,09 milhões para 13,65 milhões. A Bahia continua sendo o principal trunfo de Lula, com saldo que subiu de 3,2 milhões para 3,9 milhões. Pernambuco (2,28 milhões) e Ceará (2,22 milhões) também ultrapassaram a marca de 2 milhões de votos de diferença.
Sul
O Sul permaneceu como a região mais favorável a Flávio Bolsonaro, com vantagem em Santa Catarina (1,80 milhão), Paraná (1,72 milhão) e Rio Grande do Sul (1,05 milhão). Entretanto, a margem somada nos três estados recuou cerca de 466 mil votos em relação ao primeiro turno.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, Flávio perdeu terreno no Distrito Federal, em Goiás e em Mato Grosso, mas a região foi a única em que sua vantagem total aumentou. Isso ocorreu devido a Mato Grosso do Sul, único estado onde o senador melhorou seu desempenho entre os turnos. No primeiro turno, Lula havia ficado 356.496 votos à frente de Flávio no estado; no segundo, o senador venceu por 298.919 votos.
Norte
O Norte terminou praticamente empatado. No primeiro turno, Flávio somava saldo de cerca de 460 mil votos na região. No segundo turno, Lula ampliou a vantagem no Pará (de 263 mil para 491 mil), no Amazonas (de 69 mil para 171 mil) e no Amapá, onde a diferença subiu de 225 votos para 24.294. Com isso, o petista fechou a região com saldo positivo de pouco mais de mil votos. Flávio manteve a liderança em Rondônia, Acre, Roraima e Tocantins, mas com margens menores em todos eles.







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