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Maranhão registra alta de 20,5% na abertura de pequenas empresas em 2026, aponta Sebrae

O Maranhão registrou crescimento de 20,5% na abertura de pequenos negócios entre janeiro e setembro de 2026, com destaque para o setor de Serviços e o avanço dos microempreendedores individuais, segundo levantamento do Sebrae.

Por Atualizada em 26/10/2026 às 17:00

Maranhão registra alta de 20,5% na abertura de pequenas empresas em 2026, aponta Sebrae
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O Maranhão registrou a abertura de 58.698 pequenos negócios entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 48.716 novas empresas. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Segundo a pesquisa, feita com base em dados da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 10 mil negócios a mais foram formalizados no estado em um ano.

Setores com maior crescimento

O setor de Serviços liderou em número de aberturas, com 31.584 novos negócios entre janeiro e setembro de 2026. O volume corresponde a 53,8% do total registrado no período e representa um aumento de 27,8% em relação aos mesmos meses de 2025.

A indústria registrou 3.793 novas empresas, uma alta de 29,4%. Já a agropecuária teve o maior crescimento proporcional entre os setores analisados, com avanço de 48%, passando de 396 para 586 novos negócios.

A construção civil também apresentou crescimento de 27,8%, enquanto o comércio teve alta de 7,8%. Entre os segmentos com maior número de aberturas, Logística e Transporte passou de 7.372 registros em 2025 para 8.668 em 2026, um aumento de 17,6%.

Por outro lado, os segmentos Saúde e Bem-estar, supermercados e atacadistas de alimentos, Casa e Construção e Serviços de Alimentação registraram redução no número de novos negócios.

Distribuição geográfica e tipos de empresas

A distribuição dos novos negócios varia entre os municípios maranhenses. São Luís permanece como a principal concentração de aberturas, enquanto São José de Ribamar registrou crescimento de 12,6%, passando de 3.023 para 3.403 novos negócios na comparação entre os períodos.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs). O Maranhão passou de 32.031 novas formalizações dessa categoria, entre janeiro e setembro de 2025, para 41.755 no mesmo período de 2026, uma alta de 30,4%.

As microempresas registraram crescimento de 1,4%, enquanto as empresas de pequeno porte avançaram 2,5%.

Exemplo de empreendedorismo local

Entre os exemplos de novos empreendimentos no Maranhão está a história das amigas Nara Corrêa e Milena Godinho Cardoso, que criaram a Que Doce!, empresa de sobremesas congeladas que começou como microempreendimento individual (MEI) e, recentemente, passou à categoria de microempresa.

O planejamento começou em 2025, quando decidiram transformar o interesse pela confeitaria em atividade comercial. Após experimentar diferentes produtos, optaram por concentrar a produção em sobremesas congeladas, com a linha Levinho, que reúne quatro sabores: maracujá, morango, chocolate e uva roxa.

A proposta é oferecer um produto que pode ser consumido congelado, como sorvete, ou após o descongelamento, quando adquire consistência cremosa.

A empresa se prepara para uma nova fase, com mudanças na identidade visual e nas embalagens, além de maior direcionamento da comunicação para a linha Levinho. As sócias também trabalham na regularização do negócio, com o objetivo de ampliar a produção e futuramente construir uma estrutura industrial.

Consultorias e apoio do Sebrae

A aproximação com o Sebrae ocorreu por meio do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado do Maranhão (Siama), vinculado à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). A entidade incentivou as empreendedoras a regularizar as atividades e estruturar a empresa.

Desde então, a Que Doce! recebe atendimento da Unidade Regional do Sebrae em São Luís, com consultorias em diferentes áreas para aprimorar a gestão e os processos da empresa.

"A experiência mostra que o crescimento de um pequeno negócio não depende apenas de conquistar clientes. É necessário desenvolver capacidades de gestão, adequar a produção e criar condições para que a empresa opere de maneira regular e sustentável", afirma Nara Corrêa.

Fonte original: g1.globo.com

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