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Matthew Perry: relembre condenações dos envolvidos na morte do ator

A morte do ator Matthew Perry completa três anos com a condenação de cinco pessoas envolvidas, incluindo médicos, um ex-produtor, um assistente pessoal e uma traficante de drogas, pela administração ilegal de cetamina que levou ao falecimento do astro de "Friends".

Por Atualizada em 28/10/2026 às 05:00

Matthew Perry: relembre condenações dos envolvidos na morte do ator
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A morte do ator Matthew Perry (1969-2023) completa três anos nesta quarta-feira (28). Após ser encontrado sem vida em uma banheira de hidromassagem, uma investigação resultou na condenação de cinco pessoas envolvidas na administração ilegal de cetamina que causou sua morte.

Condenações dos envolvidos na morte de Matthew Perry

Jasveen Sangha: 15 anos de prisão

Em abril de 2026, Jasveen Sangha foi condenada a 15 anos de prisão por fornecer a cetamina que causou a morte do ator. Ela admitiu administrar um ponto de armazenamento de drogas ilegais em North Hollywood, Los Angeles, e declarou-se culpada em setembro de 2025 de cinco acusações criminais relacionadas a drogas, decorrentes da morte de Perry, que ocorreu em 2023, aos 54 anos.

Sangha, cidadã americana e britânica, enfrentava pena de até 65 anos. Durante a audiência, vestindo uniforme bege, expressou remorso em uma declaração feita momentos antes da sentença:

"Assumo total responsabilidade por minhas ações. Foram escolhas horríveis que acabaram tendo consequências trágicas".

Sua sentença foi mais severa que a de dois médicos condenados anteriormente.

Salvador Plasencia: 2 anos e meio de prisão

O médico da Califórnia foi condenado em dezembro de 2025 a dois anos e meio de prisão por fornecer ilegalmente cetamina a Matthew Perry. Plasencia, que administrava uma clínica de atendimento de urgência nos arredores de Los Angeles, declarou-se culpado em julho de 2025 de quatro acusações graves relacionadas à distribuição ilegal do anestésico.

Ele admitiu ter aplicado injeções de cetamina no ator em várias ocasiões na casa dele e uma vez no banco de trás de um carro estacionado nas semanas que antecederam a morte. Plasencia renunciou à licença médica em setembro de 2025.

"Eu falhei com Perry, falhei com a família dele e falhei com a comunidade", declarou no tribunal, dirigindo-se à família do ator. "Sinto muito".

Erik Fleming: 2 anos de prisão

O ex-produtor de cinema e conselheiro para dependentes químicos, Erik Fleming, foi condenado em maio de 2026 a dois anos de prisão pelo envolvimento na morte do ator. Em agosto de 2024, ele se declarou culpado de conspiração para distribuir cetamina e de distribuição da droga, resultando em morte.

Em carta enviada ao tribunal, obtida por tabloide, Fleming reconheceu seu papel e afirmou que sabia que "era ilegal e errado". Ele pediu clemência e solicitou uma pena de três meses de prisão, tratamento para dependência química de nove meses e três anos de liberdade condicional.

Documentos judiciais indicam que Fleming conseguiu e entregou 50 frascos da droga para o assistente pessoal de Perry, Kenneth Iwmasa.

Mark Chavez: 8 meses de prisão domiciliar

Mark Chavez, médico que se declarou culpado de participar do esquema para fornecer cetamina a Perry, foi condenado no final de 2025 a oito meses de prisão domiciliar e três anos de liberdade supervisionada. A juíza Sherilyn Peace Garnett proferiu a sentença em tribunal federal em Los Angeles.

Antes da sentença, Chavez mencionou ter perdido um ente querido recentemente e disse compreender a dor causada pela morte do ator. Ele teria sido responsável por adquirir a cetamina e entregá-la a Salvador Plasencia.

Kenneth Iwamasa: 41 meses de prisão

Em maio de 2026, Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Matthew Perry, foi condenado a 41 meses de prisão federal. Ele foi a pessoa que encontrou Perry boiando de bruços e sem vida em uma banheira de hidromassagem em outubro de 2023.

Os promotores afirmaram que Iwamasa injetou cetamina no ator a pedido dele antes de sair para fazer compras, e que Perry já estava morto quando ele retornou. Iwamasa se declarou culpado de conspiração para distribuir cetamina, resultando em morte, e admitiu ter administrado a droga repetidamente sem treinamento médico, incluindo a dose letal.

Os promotores o descreveram como "cúmplice e fornecedor de drogas" de Perry. Iwamasa conhecia o ator desde 1992 e morava com ele desde 2022. Ele continuou a administrar cetamina mesmo após encontrar Perry inconsciente em pelo menos duas ocasiões.

A trajetória de Matthew Perry incluiu diversos tratamentos para dependência química, tendo passado por reabilitação 15 vezes, segundo ele mesmo. Em 27 de junho de 2026, um novo documentário sobre sua vida foi lançado na Netflix.

Fonte original: www.cnnbrasil.com.br

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