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Grande São Luís

Mau cheiro volta a incomodar moradores e frequentadores da região da Lagoa da Jansen

Moradores e frequentadores da Lagoa da Jansen, em São Luís, relatam forte odor semelhante a ovo podre, associado à decomposição de matéria orgânica e ao lançamento irregular de esgoto. O problema ambiental persiste há anos e preocupa pela degradação do local.

Por Atualizada em 06/11/2026 às 22:00

Mau cheiro volta a incomodar moradores e frequentadores da região da Lagoa da Jansen
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O mau cheiro nas proximidades da Lagoa da Jansen, em São Luís, voltou a incomodar moradores e frequentadores, conforme relatos nas redes sociais. O odor forte é descrito como semelhante ao de ovo podre e afeta também quem circula pela Avenida dos Holandeses e pela ciclovia que margeia a lagoa, onde algumas pessoas utilizam máscaras para tentar amenizar o desconforto.

Além do mau cheiro, é possível observar lixo acumulado e a presença de líquido espumoso às margens da lagoa. A situação, que se repete há anos, levanta preocupações sobre a degradação ambiental de um dos espaços de lazer e potencial turístico da capital maranhense.

Fatores que contribuem para o mau cheiro

O geógrafo Dinilson Ferreira explicou que o fenômeno está relacionado à decomposição de matéria orgânica acumulada no fundo da lagoa, processo intensificado durante o período de estiagem. Segundo ele, o lançamento irregular de esgoto também agrava o problema.

“Quando nós estamos nesse período de estiagem, de muitos ventos e em um período em que não chove tanto, a Lagoa da Jansen passa por esse processo de putrefação dos materiais orgânicos que estão abaixo da lagoa. Um agravante é o lançamento irregular de esgoto, que vai para a lagoa e contribui para a formação de gases responsáveis por esse odor insuportável.”

Possíveis soluções e experiências em outras regiões

Dinilson Ferreira destacou que existem alternativas para recuperar o espaço, citando experiências de revitalização de lagoas em outras regiões do país. Para ele, a solução depende de investimentos e de políticas públicas voltadas à recuperação ambiental.

“Temos exemplos de lagoas em Brasília e no Amazonas que deram certo, onde o poder público investiu diretamente nesses espaços e conseguiu revitalizá-los. Temos condições de fazer diferente. O que falta, na maior parte das vezes, é uma política pública mais séria para tratar esse problema crônico em São Luís.”

O especialista também defende a participação conjunta do poder público, universidades, empresas e sociedade na busca por soluções, ressaltando que o diálogo e a responsabilidade compartilhada são fundamentais para enfrentar um problema que se arrasta há décadas.

Fonte original: difusoranews.com

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