Sergio “Bebe” Di Vanni, de 45 anos, foi condenado a sete anos e meio de prisão após ameaçar o jogador Ángel Di María e tentar impedir seu retorno ao Rosario Central, clube argentino. Os episódios ocorreram em março de 2024, quando o atleta ainda atuava pelo Benfica.
O Ministério Público provincial anunciou a condenação nesta quarta-feira (28/10). Segundo a acusação, Di Vanni tentou intimidar Di María e sua família em duas ocasiões no dia 25 de março de 2024.
De acordo com a AFP, a primeira ameaça ocorreu durante a madrugada, quando Di Vanni pagou quatro milhões de pesos (aproximadamente R$ 13,8 mil) a dois homens, de 37 e 25 anos, para atirarem contra a fachada da casa de Di María em Rosário, a cerca de 300 km de Buenos Aires.
A dupla deixou bilhetes endereçados ao jogador, nos quais afirmavam que matariam sua família caso ele optasse por voltar ao Rosario Central. Di María foi revelado pelo clube Auriazules, pelo qual atua desde que retornou, um ano após as ameaças.
Mais tarde naquele mesmo dia, outro homem enviado por Di Vanni foi até a imobiliária da irmã de Di María e deixou uma caixa contendo uma cabeça de porco, uma munição e um novo bilhete com ameaças.
Além de Di Vanni, Belén Gutiérrez, de 25 anos, apontada como autora material dos fatos, também foi condenada. Ela recebeu uma pena de três anos e meio de prisão e se declarou culpada. Há ainda uma terceira pessoa envolvida que está em prisão preventiva.
A acusação indica que a intimidação estaria relacionada a uma disputa interna pelo poder entre os ultras do Newell’s Old Boys. Di Vanni também foi condenado por outros crimes vinculados à torcida organizada.







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