O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursou na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU, em Nova York, EUA, em 22 de setembro de 2026. Na fala, que durou cerca de vinte minutos, Lula mandou recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem citá-lo nominalmente, e adotou um tom voltado ao público brasileiro.
Críticas à ONU e defesa do multilateralismo
Lula abriu o discurso com críticas ao imobilismo do Conselho de Segurança da ONU. Ele afirmou que o mundo vive um dilema entre multilateralismo e unilateralismo e defendeu a regulamentação das big techs e da inteligência artificial.
Recados aos EUA e rejeição a interferências
O presidente disse que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”, em referência à estratégia atribuída ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de tratar a América do Sul como um quintal americano. Lula também criticou qualquer tipo de intervenção externa nas eleições brasileiras, em um recado ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que, segundo o texto, tem estabelecido parceria com Rubio para adoção de medidas dos EUA contra o governo brasileiro.
No fim, Lula elevou o tom ao elogiar o sistema eleitoral brasileiro e afirmar que não permitirá atentados internos ou externos contra a vontade popular. Ele concluiu que o Brasil continuará soberano e declarou:
"ninguém, ninguém nos afastará deste caminho"
PIX, escala 6x1 e combate às bets
Sem citar os EUA, Lula disse que o Brasil não vai ceder a ameaças para que o PIX deixe de ser público. Ele defendeu ainda o fim da escala de trabalho 6 x 1, que tenta aprovar no Congresso, e prometeu combater as bets.
Na volta ao Brasil, Lula deve definir, ainda nesta semana, a edição de uma medida provisória criando restrições à atuação das bets. Segundo o texto, ele deve proibir todo tipo de cassino online, como o jogo do tigrinho, em medida para fortalecer o apoio entre as mulheres, segmento do eleitorado que critica as bets por causa do endividamento familiar.







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