Um dos ocupantes do helicóptero que caiu na noite de sábado (19) em uma área de mata em Iaras, no interior de São Paulo, era foragido da Justiça, segundo a Polícia Militar. A ocorrência foi registrada por atentado contra a segurança de transporte aéreo, lesão corporal e captura de procurado.
De acordo com a corporação, o homem tem registros por tráfico de drogas e roubo e apresentou dados diferentes de sua identidade original aos policiais, com o objetivo de despistá-los. Além dele, o piloto da aeronave também já havia sido preso por tráfico de drogas.
Segundo as informações divulgadas pela PM, as equipes foram acionadas por uma das vítimas do acidente e encontraram os ocupantes na manhã deste domingo (20), em uma área de mata de difícil acesso. Após consulta aos sistemas da corporação, entre eles o Muralha Paulista, os policiais identificaram inconsistências nas informações das vítimas e passaram a tratar o caso sob ótica criminal. A PM informou que todas as informações foram encaminhadas à Polícia Civil para investigação.
Aeronave estava sem autorização para operar
Consta que a aeronave estava com o CA (Certificado de Aeronavegabilidade) vencido desde maio de 2019 e, portanto, não tinha autorização para operar. O helicóptero também não tinha autorização para operação comercial sob o RBAC nº 135, que regula serviços de táxi aéreo, nem sob o RBAC nº 121, voltado a operações regulares de transporte aéreo.
Segundo o CBAer (Código Brasileiro de Aeronáutica), veículos aéreos só podem voar se tiverem o CA ativo. Pela quantidade de tempo em que estava vencido, o registro constava como inativo no RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro).







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