O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição, em mensagem divulgada na terça-feira (27), conforme informou a agência estatal chinesa Xinhua.
Na mensagem, Xi afirmou que Lula "tem dado importantes contribuições para o desenvolvimento das relações China-Brasil" e se declarou "disposto a trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares, abrindo perspectivas mais amplas para a cooperação estratégica abrangente entre os dois países e aprimorando continuamente o bem-estar dos dois povos".
A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo, e o pronunciamento de Xi Jinping ocorreu após o resultado da eleição presidencial brasileira, no qual Lula foi reeleito.
Além disso, o vice-presidente da China, Han Zheng, enviou mensagem ao vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin pela reeleição, segundo a Xinhua.
Posicionamento dos Estados Unidos e reações à eleição
Na segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a reeleição de Lula, questionando o pleito sem apresentar provas e afirmando que a eleição no Brasil "pareceu mais uma eleição fraudada". Apesar disso, Trump declarou que gosta do presidente Lula.
"Não governo o Brasil", afirmou Trump ao ser questionado sobre possíveis ações em relação ao resultado.
O resultado do segundo turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, na noite de domingo (25). Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL), aliado de Trump, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21%, uma diferença de 4,4 milhões de votos.
O ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, criticou as declarações de Trump sobre o processo eleitoral brasileiro.
Outros líderes de direita do continente, como o presidente colombiano Abelardo de la Espriella e a peruana Keiko Fujimori, ambos aliados de Trump, reconheceram o resultado das eleições e parabenizaram Lula. Até a última atualização da reportagem, o líder argentino Javier Milei não havia se pronunciado.
Contestações de Flávio Bolsonaro e prorrogação do horário de votação
Após o segundo turno, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconheceria o resultado da votação e que recorreria à Justiça para pedir a anulação do pleito. Ele contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas.
A prorrogação foi determinada após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores em diversas regiões do país, incluindo falhas no transporte público e problemas causados por fortes chuvas, conforme argumentaram as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
Na decisão, Zanin afirmou que a medida era necessária diante da gravidade das situações relatadas e da urgência do tema, esclarecendo que a extensão valeria apenas para locais onde as urnas ainda estavam abertas no momento da determinação judicial, descartando a reabertura de seções já encerradas.
O Tribunal Superior Eleitoral informou que apenas 35 mil pessoas votaram após as 17h, e Lula manteve uma vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro.







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