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Política

Alexandre de Moraes autoriza que Valdemar Costa Neto visite Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. O pedido foi feito após a saída do filho de Bolsonaro, Flávio, do país, contrariando determinação judicial.

Por Atualizada em 29/10/2026 às 07:30

Alexandre de Moraes autoriza que Valdemar Costa Neto visite Bolsonaro em prisão domiciliar
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta quarta-feira (28) uma visita do presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.

O pedido foi feito por Bolsonaro "em razão da necessidade de diálogo direto" e ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato derrotado nas eleições presidenciais do último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes, contrariando determinação de Moraes.

Em julho, Moraes havia proibido visitas com finalidade político-eleitoral até o fim do pleito eleitoral. A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, contrariando uma das medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que proíbe o uso de plataformas digitais, inclusive por meio de terceiros.

Apesar de já ter negado anteriormente pedidos de visita de Valdemar Costa Neto sob o argumento de que o presidente do PL permanece investigado na investigação sobre a chamada trama golpista, a autorização foi concedida nesta quarta.

Na terça-feira (27), Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em postagem nas redes sociais, o presidente do PL afirmou que trataram do futuro e dos desafios da legenda.

Saída de Flávio Bolsonaro do país

Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado da família. A saída do país ocorreu apesar da proibição do STF.

O senador perdeu as eleições presidenciais no último domingo (25) para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado foi confirmado pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem indícios de fraudes.

Flávio Bolsonaro é alvo de investigações no STF. Ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas do jurista e apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo de justiça.

Além disso, o filho do ex-presidente é formalmente investigado em inquérito que apura possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme "Dark Horse", que trata da trajetória de Jair Bolsonaro.

Fonte original: g1.globo.com

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