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Eleições

Análise: Judiciário protagoniza a eleição do começo ao fim do 1° turno

Decisões do TSE e STF influenciaram diretamente as estratégias dos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro, resultando no cancelamento do debate da TV Globo e marcando a atuação central do Judiciário na reta final da campanha presidencial.

Por Atualizada em 02/10/2026 às 10:00

Análise: Judiciário protagoniza a eleição do começo ao fim do 1° turno
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O Judiciário nas eleições assumiu papel central com decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que alteraram estratégias dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), culminando no cancelamento do debate presidencial promovido pela TV Globo.

Cancelamento do debate da TV Globo

Na reta final da campanha para o primeiro turno, a ausência do presidente Lula no debate da Globo gerou preocupação nos bastidores da sua equipe. A campanha temia que os adversários explorassem a imagem de um púlpito vazio, especialmente o candidato Flávio Bolsonaro.

Em resposta, a campanha de Lula recorreu ao TSE, que determinou a retirada do púlpito, decisão que contribuiu para neutralizar uma das estratégias dos adversários.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a reação foi imediata. Inicialmente decidido a participar do debate mesmo sem Lula, o candidato mudou de estratégia após as decisões judiciais. Na noite de quinta-feira, o ministro do STF Gilmar Mendes determinou que Renan Santos, candidato a presidente pelo partido Missão, participasse do debate dos presidenciáveis da TV Globo.

A campanha de Flávio Bolsonaro comunicou interferência do Judiciário no processo eleitoral e de alinhamento institucional favorável ao presidente, narrativa que ganhou força entre aliados e alimentou a mobilização da reta final.

O papel do Judiciário na eleição

Este episódio é mais um capítulo de uma eleição em que os tribunais ocuparam espaço central no debate público. Ao longo da campanha, questões judiciais, decisões de ministros e disputas internas nas cortes frequentemente se sobrepuseram às discussões sobre programas de governo e propostas para o país.

A influência do Judiciário ultrapassa os episódios eleitorais imediatos. As movimentações dentro do STF e do TSE refletem também disputas por poder e sobrevivência política nas próprias instituições, em um contexto em que os resultados das urnas e a futura composição do Senado são acompanhados de perto pelos magistrados.

Assim, às vésperas da votação, o Judiciário chega ao primeiro turno como um dos principais personagens da corrida eleitoral.

Fonte original: g1.globo.com

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