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Política

Área técnica do TSE não encontra conteúdos falsos investigados pela Corte no canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais

Relatório da equipe técnica do TSE, solicitado pelo ministro Nunes Marques, não identificou notícias falsas no canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, mas alerta para riscos de disseminação de mensagens coordenadas às vésperas do segundo turno.

Por Atualizada em 12/10/2026 às 12:00

Área técnica do TSE não encontra conteúdos falsos investigados pela Corte no canal 'Exército do Lula', mas aponta riscos eleitorais
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O relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elaborado por determinação do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, indicou que não foram encontradas publicações com informações consideradas falsas pela Corte no canal "Exército do Lula", no WhatsApp.

"Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos [notícias falsas alvos de decisões do TSE] ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos", afirma o relatório.

Apesar disso, o chefe da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Frederico Alvim, destacou os riscos da disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno das eleições. Entre os fatores citados estão o alcance potencial das publicações e a atuação coordenada para mobilizar seguidores e ampliar a circulação de conteúdos.

O relatório também registra que parte das mensagens publicadas em setembro foi apagada a partir de 7 de outubro, o que dificulta a reconstrução do histórico do canal e a análise do material divulgado no período.

Canal 'Exército do Lula' e disputa judicial

Coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), o canal "Exército do Lula" possui mais de 3 milhões de inscritos e tem como objetivo compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputam a Presidência da República no segundo turno das eleições de 25 de outubro.

O impasse na Justiça Eleitoral teve início com um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou que o canal reproduzia notícias falsas contra o candidato.

Em 11 de outubro, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem do presidente do TSE, Nunes Marques, e reabilitou o funcionamento do canal de WhatsApp. A decisão é preliminar e será discutida pelo plenário do TSE. Cueva proibiu a divulgação de conteúdos falsos já analisados pelo tribunal e advertiu que, em caso de descumprimento, o canal poderá ser suspenso novamente.

Conteúdo e análise do relatório

O relatório analisou as publicações do canal entre 2 e 11 de outubro e apontou que parte das mensagens originais de setembro foi apagada a partir do dia 7, dificultando a reconstrução do histórico do canal.

Embora não tenham sido identificadas notícias falsas sobre o candidato adversário, a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE alertou para o potencial elevado de alcance das publicações, o volume expressivo de encaminhamentos e a existência de orientações coordenadas para mobilizar seguidores e ampliar a circulação de conteúdos.

O documento também destacou o uso recorrente de linguagem polarizadora nas mensagens, que, segundo a equipe técnica, pode estimular uma lógica de confronto em um período próximo ao segundo turno.

Reações dos candidatos

"Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", disse o presidente Lula (PT) a jornalistas, referindo-se à decisão de Nunes Marques de suspender o canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que é alvo de um "canal de divulgação de mentiras em massa", sem citar o nome do canal.

Fonte original: g1.globo.com

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