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Política

Associações de imprensa manifestam 'profunda indignação' com intervenção judicial em regras do debate da Globo

ABERT, ANER e ANJ criticam decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate presidencial da Globo, destacando agressão à liberdade de imprensa e prejuízo ao acesso dos eleitores às propostas dos candidatos.

Por Atualizada em 01/10/2026 às 23:00

Associações de imprensa manifestam 'profunda indignação' com intervenção judicial em regras do debate da Globo
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A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram, nesta quinta-feira (1º), uma nota conjunta em que manifestam "profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas" para o debate presidencial que a Globo havia programado para a noite do mesmo dia.

A emissora cancelou o debate após receber duas intimações judiciais. A primeira foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo a um pedido da coligação da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A segunda intimação referia-se a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido do partido Solidariedade sobre a participação de Renan Santos (Missão) no debate.

Além disso, em decisão proferida na terça-feira (29), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou o entendimento da Corte eleitoral sobre a contagem de parlamentares no Congresso Nacional para fins de participação em debates, garantindo o direito de Romeu Zema (Novo) de participar do evento.

As associações afirmam que esses "excessos judiciais" impediram o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos, que já haviam sido convidados e se dispuseram a participar do debate, conforme previsto na legislação eleitoral.

"As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos."

"Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate."

O posicionamento foi divulgado em nota assinada pelas três associações, datada de 1º de outubro de 2026, em Brasília.

Fonte original: g1.globo.com

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