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Atriz inglesa explica por que se tornou "doula da morte"

Gabriella Wilde, atriz conhecida por "Doctor Who" e "Mulher-Maravilha 1984", fala sobre sua formação como doula da morte e como essa profissão mudou sua visão sobre a vida e a morte.

Por Atualizada em 17/10/2026 às 17:00

Atriz inglesa Gabriella Wilde • Instagram/Gabriella Wilde
Atriz inglesa Gabriella Wilde • Instagram/Gabriella Wilde
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A atriz e modelo inglesa Gabriella Wilde, 37 anos, revelou recentemente sua nova formação profissional como doula da morte. Em entrevista ao programa britânico This Morning, a artista, que participou de produções como Doctor Who e Mulher-Maravilha 1984, explicou os motivos que a levaram a seguir essa profissão.

Uma doula da morte é uma profissional que oferece suporte emocional, espiritual e não clínico para pessoas no fim da vida e seus familiares, com o objetivo de proporcionar mais conforto aos pacientes terminais durante a passagem.

Gabriella contou que iniciou seu treinamento enquanto ainda atuava na série Poldark, da BBC. Segundo ela, o interesse surgiu durante sua formação em psicoterapia, quando passou a refletir sobre a relação das pessoas com o luto e a mortalidade, percebendo o pouco que se fala sobre esses temas.

"Comecei a treinar [à noite] enquanto ainda estava em 'Poldark' [drama histórico da BBC]", contou Gabriella. "Na verdade, meu treinamento começou quando iniciei minha formação em psicoterapia e, muito rapidamente, me interessei pela nossa relação com o luto e, depois, pela nossa relação com a própria mortalidade. E [eu] logo percebi o quão pouco falamos sobre isso".

Ela afirmou que o trabalho como doula da morte transformou sua compreensão não apenas sobre a morte, mas também sobre a vida.

"Tornou-se algo que realmente me transformou", afirmou a atriz.

Gabriella acredita que falar mais abertamente sobre a morte pode ajudar pessoas e famílias a se sentirem menos isoladas.

"Acho que aprendi muito rápido que se trata apenas de estar presente e fazer a diferença", disse ela. "Há um processo acontecendo sobre o qual ninguém tem controle, então trata-se apenas de oferecer um apoio calmo e gentil para a família ou para a pessoa, e pode ser tão simples quanto estar lá e segurar a mão dela para que ela não se sinta sozinha."

Em entrevista anterior ao jornal The Times, Gabriella revelou que a perda da irmã mais velha, há dois anos, devido a um tumor cerebral inoperável, foi um momento que a fez refletir profundamente.

"Foi a primeira vez que me deparei realmente com a pergunta: 'Onde ela está?' Ela estava tão presente na minha vida que eu pensava: 'Não consigo ligar para ela, e onde ela está agora?'", disse ela na ocasião.

Fonte original: www.cnnbrasil.com.br

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