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Política

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Marinho e Tereza, pré-candidatos à presidência do Senado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para visitas dos senadores Rogério Marinho e Tereza Cristina na residência onde cumpre pena. Ambos articulam candidaturas à presidência do Senado para o biênio 2027–2028.

Por Atualizada em 05/11/2026 às 12:00

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber Marinho e Tereza, pré-candidatos à presidência do Senado
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber visitas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) na residência em que cumpre pena por tentativa de golpe.

Ambos os parlamentares foram ministros durante a gestão de Bolsonaro e indicam participação na disputa pela presidência do Senado para o biênio 2027–2028.

No pedido encaminhado ao ministro do STF, os advogados de Bolsonaro solicitaram que as visitas ocorram em datas a serem fixadas pelo gabinete de Moraes, "preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras".

Disputa à presidência do Senado

A solicitação ocorre em meio às articulações políticas para a eleição da Mesa Diretora do Senado, marcada para a primeira semana de fevereiro. O vencedor precisará reunir a maioria absoluta dos votos da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores, em votação secreta.

Nesta semana, a bancada do PL oficializou a pré-candidatura de Rogério Marinho, atual líder da Oposição no Senado. A legenda contará com 29 integrantes a partir de fevereiro de 2027, consolidando-se como a maior bancada da Casa.

O principal adversário de Marinho na disputa é o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha pela reeleição e reúne apoio de parcelas do centro e de aliados governistas.

Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também se movimenta para viabilizar sua candidatura no bloco partidário. Ao lançar seu nome, Marinho afirmou que ele e Tereza integram o mesmo campo político e devem atuar de forma coordenada.

Além de comandar o Senado e o Congresso, o presidente da Casa tem entre as atribuições a definição da pauta de votações do plenário e a prerrogativa regimental de dar andamento ou arquivar pedidos de impeachment contra autoridades, incluindo ministros do STF e o procurador-geral da República.

Foto: Tereza Cristina e o então presidente Jair Bolsonaro, quando ela era ministra, em 2021 — Alan Santos/PR

Fonte original: g1.globo.com

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