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Eleições

Como a imprensa internacional repercutiu o último debate entre Flávio Bolsonaro e Lula

Jornais e agências internacionais destacaram ataques, propostas e diferenças de postura entre Flávio Bolsonaro e Lula no debate final antes do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras.

Por Atualizada em 24/10/2026 às 12:00

Como a imprensa internacional repercutiu o último debate entre Flávio Bolsonaro e Lula
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O último debate antes do segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na sexta-feira (23) na TV Globo, recebeu ampla cobertura da imprensa internacional.

A votação está marcada para domingo (25). Segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, Flávio e Lula estão tecnicamente empatados, com o Datafolha apontando ambos com 50% dos votos válidos na quinta-feira (22).

Veículos de diversos países destacaram os embates sobre economia, segurança pública e as relações do Brasil com os Estados Unidos, ressaltando diferenças no tom dos candidatos, com “um Flávio mais contido e um Lula mais ao ataque”.

Principais destaques da cobertura internacional

O El País, da Espanha, observou que o debate de mais de duas horas teve um tom mais construtivo que o primeiro encontro, apesar de provocações e insultos. Lula, que iniciou de forma cautelosa, conseguiu colocar o rival na defensiva.

O Le Monde, da França, ressaltou que Flávio Bolsonaro usou gravata e evitou gestos e movimentos do debate anterior, buscando uma imagem mais moderada. O jornal destacou o momento em que o senador chamou Lula de “nove dedos”.

A agência Reuters, do Reino Unido, informou que os candidatos reiteraram propostas sobre custo de vida, bem-estar social e segurança, além de trocarem acusações de corrupção. A agência destacou as divergências sobre custo de vida e corrupção.

O La Nación, da Argentina, destacou ataques pessoais, como Flávio chamando Lula de “nove dedos” e questionando se o país era governado pelo presidente ou pelo Google, enquanto Lula acusou o adversário de “bajular Trump” em referência às tarifas americanas.

O Observador, de Portugal, afirmou que Flávio buscou transmitir uma imagem de moderado e presidenciável, enquanto Lula adotou discurso mais duro, insinuando que o adversário representa um perigo para a democracia. Ambos tentaram conquistar eleitores indecisos.

Relatos da Associated Press

A Associated Press (AP) destacou que Lula e Flávio chegaram ao debate com tom mais moderado que no encontro anterior, tentando conquistar eleitores indecisos. O confronto teve três momentos de tensão, incluindo quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”, levando o presidente a exigir um pedido de desculpas, que foi concedido pelo senador.

Outro momento citado foi quando Lula chamou Flávio de “miliciano”, em referência a grupos ligados a policiais no Rio de Janeiro. A AP também destacou o confronto entre o senador e a mãe de uma menina de 5 anos morta em tiroteio envolvendo policial defendido por Flávio como advogado.

Além das provocações pessoais, os candidatos discutiram salário mínimo, segurança pública, saúde e incentivos ao agronegócio. A agência ressaltou que o resultado da disputa teria implicações para a política externa brasileira, especialmente nas relações com Estados Unidos e China.

Destaques da Reuters

A Reuters ressaltou que Lula e Flávio trocaram acusações sobre custo de vida, segurança pública e corrupção, defendendo suas propostas para bem-estar social e segurança.

Lula defendeu aumentos do salário mínimo acima da inflação e afirmou que seu governo ajudou milhões a sair da fome. Flávio criticou a alta dos preços dos alimentos e a reforma tributária, alegando que aumentaria a carga de impostos para consumidores.

A agência destacou as provocações pessoais, especialmente a fala de Flávio chamando Lula de “nove dedos” e o pedido de desculpas subsequente. Nos minutos finais, houve troca de acusações relacionadas a suspeitas de corrupção envolvendo o Banco Master e familiares dos adversários.

Posturas e provocações segundo Le Monde e El País

O Le Monde descreveu Flávio como mais contido e Lula como mais agressivo. O jornal destacou que Flávio evitou gestos do debate anterior e tentou transmitir imagem profissional, mas tropeçou ao dizer que Lula “dá com uma mão, mas tira com as nove”, provocação considerada discriminatória pela cientista política Carolina Botelho.

O El País apontou que o debate foi menos acalorado que o primeiro, com Flávio adotando tom mais moderado e cordial, enfatizando custo de vida e endividamento das famílias, além de prometer aumentos no salário mínimo e aposentadorias acima da inflação.

Lula, que começou cauteloso, colocou o adversário na defensiva ao abordar segurança pública e a defesa de policial acusado na morte de uma menina de 5 anos, cuja mãe estava no estúdio e confrontou Flávio.

O jornal destacou também a troca de acusações sobre corrupção, incluindo referências ao Banco Master, e observou que Jair Bolsonaro permaneceu no centro da disputa, tanto pelas comparações feitas por Lula quanto pelas promessas do filho de conceder-lhe um indulto.

Observações do Observador e Público

O Observador destacou que Flávio buscou conquistar eleitores de centro e indecisos, evitando insultos e adotando postura cordial, mantendo posições à direita em segurança pública. Lula associou Flávio às controvérsias envolvendo Jair Bolsonaro e alertou para riscos à democracia caso o senador seja eleito.

O debate também teve acusações sobre custo de vida, corrupção e gastos públicos, além de referências à atuação de Flávio durante a pandemia e à morte da criança por policial defendido por ele. O jornal concluiu que não ficou claro se as estratégias convenceriam eleitores indecisos e abstenções do primeiro turno.

O Público, também de Portugal, destacou o volume de promessas feitas por ambos, com Flávio prometendo ampliar investimentos e manter programas sociais, e Lula ressaltando medidas do seu governo e prometendo reforçá-las.

O jornal observou que os ataques foram menos frequentes que no primeiro debate, mas ganharam força no bloco de tema livre, citando acusações como a de Flávio de que Lula “não entrega nada do que promete” e a resposta do presidente chamando o adversário de “fantasticamente mentiroso” e “não conhece o Brasil”.

Aspectos destacados pelo La Nación

O La Nación ressaltou ataques pessoais e propostas apresentadas no debate, incluindo provocações sobre o dedo perdido por Lula e críticas do presidente ao adversário, a quem associou às milícias e acusou de favorecer Donald Trump em meio à disputa comercial com os Estados Unidos.

O jornal também abordou as promessas de Flávio para infraestrutura, segurança e benefícios sociais.

Fonte original: g1.globo.com

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