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Política

Débora Rodrigues: relembre os crimes e o cálculo da pena de 14 anos definida pelo STF

Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por cinco crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, teve a progressão para o regime semiaberto autorizada pelo STF. A decisão do ministro Alexandre de Moraes seguiu parecer da PGR e considerou atividades que resultaram em redução da pena.

Por Atualizada em 06/10/2026 às 11:01

Débora Rodrigues: relembre os crimes e o cálculo da pena de 14 anos definida pelo STF
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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, nesta terça-feira (6), trouxe à tona uma das principais condenações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Débora ficou conhecida como "Débora do Batom" após pichar, com batom vermelho, a estátua "A Justiça", em frente ao prédio do STF, com a frase "Perdeu, mané". A ação ocorreu durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

Condenada a 14 anos de prisão, ela foi considerada culpada por cinco crimes. A seguir, os crimes atribuídos a Débora e o cálculo da pena.

Os crimes atribuídos a Débora

A Primeira Turma do STF formou maioria em 25 de abril de 2025 para condenar Débora pelos cinco crimes listados na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Foram eles:

Como a pena de 14 anos foi calculada?

As penas fixadas para cada crime foram as seguintes:

No tipo de condenação aplicada, as penas dos crimes devem ser somadas, totalizando 14 anos de prisão, conforme sugerido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na denúncia, a PGR afirmou ao STF que laudos comprovam que foi Débora quem pichou a estátua. Ela também confirmou a autoria da pichação em depoimento.

"Débora disse ter ido a Brasília para se manifestar pacificamente."

"Inflada pelos demais, praticou os atos de depredação, e somente se retirou do local após a chegada da polícia para contenção dos invasores que intentavam o golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por inconformismo com o resultado das eleições presidenciais de 2022."

"No que diz respeito ao caso dos autos, não há dúvidas de que a acusada aderiu ao propósito de abolir o Estado Democrático de Direito e de depor o governo legitimamente constituído."

Por que Débora foi para o regime semiaberto?

A progressão para o regime semiaberto ocorreu após a defesa demonstrar o cumprimento dos requisitos considerados na execução da pena. Segundo a decisão do ministro Moraes, o período de prisão foi reduzido por atividades realizadas por Débora durante o cumprimento da pena.

Ela trabalhou 326 dias na penitenciária, o que resultou em 108 dias de remição. A leitura de um livro, após avaliação e aprovação pela comissão responsável, acrescentou mais quatro dias. Além disso, a aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2023 garantiu outros 100 dias de redução.

Somados, esses períodos resultaram em 212 dias de remição, considerados na análise da progressão para o regime semiaberto.

Fonte original: g1.globo.com

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