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Política

Defesa diz que arquivos de celular de Vorcaro foram modificados após apreensão e questiona provas de investigação

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou parecer preliminar ao STF apontando alterações em arquivos do celular do ex-banqueiro após a apreensão, e questiona a validade das provas usadas pela Polícia Federal nos inquéritos.

Por Atualizada em 29/10/2026 às 22:00

Defesa diz que arquivos de celular de Vorcaro foram modificados após apreensão e questiona provas de investigação
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A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou nesta quinta-feira (29) no Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer preliminar que aponta supostas alterações no celular do ex-banqueiro após a apreensão do aparelho, ocorrida em novembro de 2025.

"O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado"

O documento, encomendado pelos advogados, é utilizado para questionar as provas apresentadas pela Polícia Federal nos inquéritos que investigam Vorcaro. A defesa também solicita que a PF apresente dados que, segundo os advogados, vêm sendo requeridos desde fevereiro.

Na quarta-feira (28), a Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro por suspeitas de participação em condutas ilegais nos esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB).

Procurada, a Polícia Federal não se manifestou sobre a acusação.

De acordo com a defesa, a perícia foi solicitada "em virtude de Daniel Vorcaro não reconhecer a veracidade de vários dos conteúdos vazados".

A perícia aponta que, no dia da prisão de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025, 657 arquivos foram modificados, dos quais 59 eram bancos de dados, e 436 arquivos foram criados, incluindo 94 imagens e 5 bancos de dados.

"Entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 de 18 de novembro de 2025, com o aparelho já sob custódia policial e em modo avião, o relatório oficial registra 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões pela porta USB".

No material enviado ao Supremo, a defesa pede que "os dados brutos originais da extração sejam imediatamente preservados, sob custódia verificável, com os registros técnicos da coleta, os valores de hash e a documentação completa da cadeia de custódia".

Os advogados também solicitam acesso a esse material e a outros documentos, entre eles os registros fotográficos dos lacres usados na apreensão do equipamento e os registros de posse e manuseio do aparelho entre a abordagem policial e a realização da perícia.

Indiciamentos e pedido de prazo adicional

A Polícia Federal enviou ao STF, na quarta-feira (28), um relatório parcial do principal inquérito que apura os esquemas relacionados ao Banco Master e ao BRB.

No documento, com mais de 700 páginas, a PF indiciou 15 suspeitos, entre eles:

Os delegados da Polícia Federal pedem um prazo adicional de 60 dias para dar continuidade às investigações, concluir perícias e apresentar um relatório complementar. O pedido será analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Segundo a PF, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa compunham o "núcleo estratégico da organização criminosa" que tentou viabilizar a compra do Banco Master pelo BRB, entre 2024 e 2025.

Fonte original: g1.globo.com

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