Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil e senador eleito pela Bahia, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), questionou a articulação feita no Senado a favor da reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência da Casa.
O debate em torno da presidência do Senado envolve a possibilidade de concessão de anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.
Rui Costa afirmou que não está acompanhando diretamente a negociação, mas defendeu que a escolha do presidente do Senado não deve envolver "intromissão com as penas das pessoas", sejam as condenadas na trama golpista, sejam as condenadas no 8 de Janeiro.
"Nós devemos falar mais de povo", disse o senador, ressaltando que esta não deve ser a agenda do país para os próximos quatro anos.
Ele destacou que os políticos devem considerar os resultados das urnas em 25 de outubro e a preocupação da população com questões cotidianas.
"Essa multidão que foi nas ruas está preocupada com o que é que nós políticos, senadores, deputados, governo executivo, o que é que nós vamos fazer para melhorar a vida cotidiana deles", afirmou.
Rui Costa exemplificou que temas como transporte público e segurança são prioridades para a população, e que o governo deve focar em apontar soluções e caminhos para esses problemas.
Articulação de Davi Alcolumbre
De acordo com o Blog da Sadi, em reportagem publicada na quinta-feira (29), Davi Alcolumbre articula um acordo para conter o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e admite discutir um indulto e uma anistia a Jair Bolsonaro como parte da estratégia para garantir sua reeleição à presidência do Senado em 2027.
O foco dessa movimentação é a sobrevivência política de Alcolumbre, que busca construir um acordo que viabilize sua permanência no comando da Casa.
Conforme a Constituição, o indulto, ou perdão judicial, é uma prerrogativa do presidente da República, enquanto a anistia depende do Congresso Nacional.
Interlocutores envolvidos na articulação avaliam que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando do Senado muda significativamente.
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Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da cerimônia de assinatura do contrato de concessão da BR-381/MG, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), em 22 de janeiro de 2025.
Foto: Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo







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