Dois bispos que atuam no Maranhão assinaram uma carta divulgada nesta quinta-feira (22) por religiosos católicos de diferentes estados brasileiros sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O documento aponta preocupações com a democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum, além de fazer críticas a propostas associadas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os religiosos maranhenses que assinaram a carta são Dom Evaldo Carvalho dos Santos, bispo da Diocese de Viana, e Dom Giuseppe Luigi Spiga, bispo da Diocese de Grajaú. A manifestação é intitulada “Carta de Bispos Católicos ao Povo de Deus diante do Segundo Turno das Eleições Presidenciais de 2026” e busca contribuir para a reflexão dos eleitores católicos antes da votação de domingo (25).
Embora não cite nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Flávio Bolsonaro, que disputam o segundo turno, o texto faz referências ao governo de Jair Bolsonaro, pai do senador, e apresenta questionamentos a propostas atribuídas a uma das candidaturas.
"O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI [Doutrina Social da Igreja], a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum", afirma um trecho da carta.
Ao abordar o acesso a armas, os religiosos também fazem referência à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu Governo", diz o documento.
A carta afirma que a manifestação tem como objetivo contribuir para a decisão dos eleitores a partir dos ensinamentos sociais da Igreja Católica. A iniciativa também é apresentada como uma forma de chamar a atenção dos fiéis para questões consideradas relevantes na escolha do próximo presidente da República.
Em vídeo sobre a publicação, Dom Luiz Fernando Lisboa, arcebispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, reforçou a importância de os católicos considerarem os ensinamentos da Igreja no momento de definir o voto.
A manifestação reúne religiosos de diferentes dioceses e arquidioceses brasileiras e foi divulgada três dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).
"O cenário é muito grave, pois uma das candidaturas ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI, a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum"
"Um dos candidatos promete liberar o acesso amplo às armas, como fez o seu pai em seu Governo"







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