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Política

Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua presidência no STF

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu devolver ao ministro André Mendonça as investigações da Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos no INSS, mantendo por até 90 dias sob sua responsabilidade a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master.

Por Atualizada em 29/10/2026 às 23:00

Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua presidência no STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (29) devolver as investigações relacionadas à Operação Sem Desconto ao ministro André Mendonça. A operação apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Por outro lado, Fachin optou por manter "em caráter excepcional e provisório" sob sua presidência as investigações da Operação Compliance Zero, que tratam de suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master.

Ambos os procedimentos haviam sido remetidos a Fachin em 12 de setembro, após a identificação de citações a autoridades com prerrogativa de foro, incluindo integrantes do STF, e o envio de representação pelo ministro Alexandre de Moraes. A representação apontava supostos indícios de irregularidades na relatoria das operações, então conduzidas por Mendonça.

Prazo e condições para manutenção do caso Master na presidência do STF

Fachin determinou que o caso Master permaneça sob sua presidência pelo prazo máximo de 90 dias, contados a partir de 12 de setembro, ou até que ocorra um dos seguintes eventos:

O julgamento mencionado foi suspenso em 15 de setembro, sem que o mérito — a decisão sobre a abertura ou não da investigação contra Moraes — tenha sido iniciado. Na ocasião, os ministros analisaram uma questão de ordem sobre a união dos processos, redistribuição da relatoria e prazo para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a sessão, que terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises das condutas de Moraes e Mendonça.

Mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro

Documentos apresentados indicaram a existência de 52 mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e um contrato no valor de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação desses documentos gerou um confronto entre os ministros Moraes e Mendonça. Moraes acusou Mendonça de realizar uma liberação "seletiva" dos autos e de omitir documentos, enquanto Mendonça negou as acusações e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

Pedido de investigação contra André Mendonça

Em 3 de setembro, Alexandre de Moraes encaminhou a Edson Fachin um pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Na petição, Moraes alegou a existência de fortes indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos na condução da relatoria dos casos Master e INSS.

O pedido foi apresentado no âmbito do inquérito das fake news, cuja relatoria Fachin assumiu em 9 de setembro. Na quarta-feira (28), Fachin determinou o arquivamento de cinco investigações originadas desse inquérito.

Fonte original: g1.globo.com

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