O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), segundo informou a rede britânica BBC, com base em fontes anônimas. A reportagem indica que o político aterrissou no estado da Flórida.
Flávio já se encontrou com o irmão Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde fevereiro de 2025. Antes da votação do último domingo (25), Eduardo teria aconselhado o irmão a deixar o Brasil caso perdesse as eleições.
Não há informações confirmadas sobre o trajeto utilizado por Flávio para deixar o Brasil nem sobre seus planos de residência nos Estados Unidos.
Uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA informou à repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo, que o governo americano concederá vistos a Flávio Bolsonaro e sua família, permitindo a entrada deles no país.
Mais cedo, a agência Reuters e o jornal The New York Times também noticiaram, citando fontes anônimas, que o senador teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. O caso está sob investigação da Polícia Federal (PF).
Na manhã desta terça, o jornal argentino Infobae publicou que Flávio teria saído do Brasil pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina, utilizando seu documento de identidade para cruzar a fronteira.
Segundo o site de monitoramento aéreo FlightRadar24, uma aeronave voou de Buenos Aires para Puerto Iguazú, chegando às 23h45, horário de Brasília, mas não há confirmação de que Flávio tenha estado a bordo ou se teria trocado de avião para seguir aos EUA.
O controle de imigração argentino afirmou que não há registro oficial de entrada de Flávio Bolsonaro no país, informação que coincide com dados da Polícia Federal, revelados pelo blog da jornalista Andréia Sadi, segundo os quais não há registro de passagem do senador por pontos regulares de controle migratório no Brasil.
Na noite de domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes. O senador não cumpriu a ordem e não entregou os documentos à Polícia Federal até as 11h desta terça-feira (27).
A decisão judicial está relacionada a um processo em que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e apostas online. Ambos confirmam amizade, mas negam sociedade ou irregularidades.
Além disso, Flávio é formalmente investigado pela Polícia Federal em inquérito que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.







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