Os candidatos à Presidência da República que não avançaram para o segundo turno da eleição presidencial se posicionaram em relação aos dois concorrentes que disputarão o 2º turno no dia 25 de outubro: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Dos dez presidenciáveis derrotados no 1º turno, nove já declararam seus apoios. Apenas Wilson Grassi (Democrata) ainda não anunciou sua decisão.
Apoios declarados aos candidatos do 2º turno
Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de quatro ex-presidenciáveis:
- Augusto Cury (Avante)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Romeu Zema (NOVO)
- Clariana Barão
Lula foi apoiado por três ex-presidenciáveis:
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias
- Unidade Popular (partido)
Outros posicionamentos incluem:
- Rui Costa Pimenta (PCO): orientou voto nulo no segundo turno.
- Renan Santos (Missão): liberou seus apoiadores para votar em quem preferirem.
- Wilson Grassi (Democrata): ainda não anunciou seu posicionamento.
Detalhes sobre os apoios
Romeu Zema (NOVO) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no dia 5 de outubro, um dia após o resultado do 1º turno. Ele justificou a decisão afirmando que vota "contra o PT" e que "O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula".
Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro se reuniu com Ronaldo Caiado (PSD), que afirmou que entrará na campanha "de corpo inteiro, por convicção" e declarou:
"O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros".
Clariana Barão condicionou seu apoio à garantia de que "as mulheres não tenham um direito a menos nesse país" e, em 7 de outubro, afirmou que terá "compromisso irrestrito" com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro participou de uma chamada de vídeo e assinou um documento com uma série de condições para contar com o apoio de Augusto Cury (Avante) no segundo turno. O escritor declarou:
"Neste segundo turno, decidi dar um voto de confiança a Flávio Bolsonaro, que está reivindicando o seu primeiro mandato e depois fim da reeleição".
Por sua vez, Lula recebeu apoios críticos dos três presidenciáveis que declararam voto no petista. Os candidatos divulgaram vídeos em suas redes sociais explicando os motivos da decisão.
Edmilson Costa afirmou:
"Apoiamos criticamente a candidatura Lula porque consideramos que, agora, a prioridade é a derrota da extrema direita [...] Neste 2º turno, é Lula para derrotar o fascismo".
Hertz Dias declarou:
"Contra Bolsonaro, voto crítico no 13 no 2º turno, sem nenhum apoio ao governo Lula".
O partido Unidade Popular escreveu:
"Contra o avanço do fascismo e em defesa da democracia, dos direitos do povo e da soberania nacional, no segundo turno convocamos o povo e toda a nossa militância a votar 13".







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