O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (6) que vai participar de debates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições.
O candidato disse que já queria ter participado de um confronto direto com o petista e afirmou que considera os debates importantes.
"Eu já queria ter participado antes"
Flávio reforçou que pretende usar os encontros para comparar as propostas dos dois candidatos. As declarações foram dadas no comitê de campanha do partido, em Brasília.
Negociações por apoios para o segundo turno
Após ser questionado por jornalistas sobre a cobrança feita por Lula para que sua equipe organize a participação do presidente em debates no segundo turno, Flávio também comentou sobre negociações com outras siglas.
O senador afirmou que conversou com os partidos Republicanos e Podemos sobre um possível apoio à sua candidatura. Segundo ele, as legendas vão consultar suas bancadas antes de tomar uma decisão.
Flávio disse ainda que PP e União Brasil também estão em diálogo com suas bancadas sobre o segundo turno.
O candidato agradeceu o apoio do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e afirmou que irá a Goiânia para tentar obter o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ambos derrotados na corrida presidencial.
"Vamos estar daqui a pouco em Goiás, em Goiânia, onde vamos também receber o apoio do Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, junto também com prefeitos e outras lideranças de Goiás"
Flávio afirmou que Caiado sinalizou alinhamento à sua candidatura, mas apresentou condicionantes, sem detalhar quais seriam essas condições.
Proposta sobre jornada de trabalho
Questionado sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho, Flávio Bolsonaro afirmou que defende dar mais liberdade para que o trabalhador escolha a própria carga horária.
"Tem mães que não conseguem cumprir uma jornada de oito horas por não terem com quem deixar os filhos"
O candidato explicou que, em seu projeto, essas mães poderiam definir a jornada de acordo com suas necessidades e teriam acesso a um voucher para pagar uma creche privada caso não conseguissem vaga na rede pública.
Críticas ao governo Lula
Flávio Bolsonaro criticou o presidente Lula e afirmou que as propostas apresentadas pelo governo durante o segundo turno têm objetivo eleitoral.
"O brasileiro rala, trabalha cada vez mais para comprar cada vez menos. E não tem nenhum momento de folga, de lazer, não tem um espaço para poder curtir a sua família, para poder visitar um parente, sair para fazer um programa com a sua família. Esse é o governo Lula"
O senador também acusou Lula de agir de maneira “oportunista” durante a campanha do segundo turno.







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