A Globo anunciou o cancelamento do debate entre candidatos à Presidência da República, que estava programado para a noite de quinta-feira (1º de junho), após receber duas intimações judiciais.
A primeira intimação foi assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em atendimento a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT. A decisão anulou o item das regras do debate que previa a manutenção do púlpito reservado a candidatos ausentes, identificado com uma placa, e a possibilidade de os candidatos presentes formularem perguntas ao ausente em uma rodada de tema livre.
"A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele."
A segunda intimação foi uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido do partido Solidariedade para incluir no debate o candidato Renan Santos, do partido Missão, que possui apenas um parlamentar no Congresso Nacional.
As regras que determinam a obrigatoriedade de convite a candidatos para debates em rádio e TV são estabelecidas por lei e reguladas por portaria do TSE. Segundo essas regras, devem ser convidados candidatos de partidos com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Em conformidade com essas regras, a Globo havia convidado para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT). No entanto, uma decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em 29 de maio, alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares e garantiu a participação de Romeu Zema, do Novo.
A decisão de Gilmar Mendes determinou a participação de Renan Santos, mesmo com o partido Missão tendo apenas um parlamentar no Congresso.
A Globo declarou que possui longa tradição na organização de debates eleitorais, com o propósito de promover a discussão de ideias e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos, cumprindo seu dever de promover a democracia.
"Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais."
Por essa razão, a emissora decidiu cancelar o debate agendado para a noite de 1º de junho.
A Globo agradeceu aos demais candidatos e esclareceu que a decisão foi tomada em respeito aos eleitores e ao público que aguardava a oportunidade de ouvir propostas para o futuro do país.







EleiçõesVeja como foi a votação dos candidatos à Presidência em cada região do país
EleiçõesQuais são os números dos candidatos à Presidência nas Eleições 2026?
EleiçõesQuaest no DF: 57% avaliam gestão Celina Leão como positiva e 33%, como negativa
Ainda não há comentários aprovados.