A morte do empresário Bruno Avelar, vítima do acidente de helicóptero que também tirou a vida do cantor Rick em setembro deste ano, ganhou um novo capítulo envolvendo a herança deixada por ele e uma disputa judicial sobre o patrimônio.
Bruno e Claudia Guimarães foram casados por 17 anos e se divorciaram em 2025, com a partilha de bens homologada pela Justiça. Posteriormente, Bruno se casou com Livia Avelar sob o regime de separação total de bens. Atualmente, o inventário do patrimônio do empresário tem como herdeiros a viúva e os dois filhos menores do relacionamento com Claudia.
Em nota divulgada em 6 de novembro, o escritório Aníbal Monteiro Advogados, que representa Livia, anunciou a intenção de adotar medidas cíveis e criminais contra Claudia Guimarães, acusando-a de promover perseguição nas redes sociais e expor informações protegidas por segredo de Justiça. Segundo a defesa, “o divórcio do ex-casal (Bruno e Cláudia), inclusive a partilha de bens, foi resolvido por acordo homologado em juízo, com trânsito em julgado”.
Os advogados da viúva afirmam que as manifestações atribuídas à ex-mulher poderiam, em tese, configurar crimes de perseguição e exercício arbitrário das próprias razões, avaliação apresentada pelos representantes legais e não uma conclusão judicial. Eles também mencionam uma decisão anterior do Tribunal de Justiça de São Paulo que teria proibido a exposição pública da vida do antigo casal. A nota destaca ainda: “Não interessa à memória de Bruno a espetacularização extrajudicial de questões familiares”.
A defesa de Livia informou que “serão ajuizadas as ações judiciais cabíveis, pois o Poder Judiciário é o palco correto para discutir direitos e suas violações” e que provas foram preservadas para buscar responsabilização pelas condutas apontadas. A viúva não comentará os processos familiares e pediu respeito ao seu luto.
Posicionamento de Claudia Guimarães
Claudia Guimarães confirmou à jornalista Alexia Alcantarino, do portal LeoDias, a existência de uma ação judicial relacionada ao inventário de Bruno e à gestão de sete empresas, mas esclareceu que “não se trata de uma disputa patrimonial entre mim e a viúva”.
Ela explicou que a ação foi protocolada contra Kevin e Kai, filhos menores do empresário, cujos direitos afirma proteger como mãe e representante legal. Claudia chamou atenção para o momento do ajuizamento: “O que posso dizer é que, conforme meu conhecimento, a ação foi ajuizada na madrugada seguinte ao sepultamento do pai dos meus filhos”.
Sem revelar detalhes devido ao segredo de Justiça, Claudia ressaltou que sua prioridade é preservar a integridade emocional das crianças e assegurar que seus direitos sejam respeitados. Nas redes sociais, afirmou:
“Eu posso abrir mão de muitas coisas que dizem respeito a mim. Mas não posso abrir mão daquilo que é direito dos meus filhos.”
A empresária destacou ainda que a discussão não se resume a questões financeiras, mas envolve a preservação de oportunidades e do futuro dos herdeiros.
Enquanto isso, as questões patrimoniais envolvendo Bruno Avelar seguem na esfera judicial, sob segredo de Justiça.







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