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Política

Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central

Banco Central divulga que inadimplência das pessoas físicas alcançou 6% em setembro, maior índice da série histórica, enquanto endividamento das famílias atingiu 50,1% da renda anual em agosto.

Por Atualizada em 30/10/2026 às 00:00

Inadimplência e endividamento das famílias são recorde em setembro, informa Banco Central
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A taxa de inadimplência média total registrada pelos bancos nas operações de crédito manteve-se em 5% em setembro, conforme informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (29). Esse percentual representa o maior patamar desde o início da série histórica revisada pela autoridade monetária, em março de 2011.

O indicador de inadimplência considera operações com atraso superior a 90 dias, abrangendo tanto pessoas físicas quanto empresas. No caso das pessoas físicas, a inadimplência permaneceu em 6% em setembro, o maior nível da série histórica. Já para as empresas, houve uma redução de 3,4% para 3,3% no mesmo período.

Endividamento das famílias atinge novo recorde

O endividamento das famílias brasileiras chegou a 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo dados do Banco Central. Essa é a primeira vez que o indicador ultrapassa a marca dos 50% desde o início da série histórica, em março de 2011, quando o índice era de 34,9%.

Programas de renegociação de dívidas

O aumento na taxa de inadimplência ocorre em meio ao período eleitoral e apesar do lançamento, em maio deste ano, do programa "Novo Desenrola Brasil" (Desenrola 2.0), iniciativa do governo para renegociação de dívidas.

Mais recentemente, na última semana, o governo anunciou uma nova rodada do Desenrola, com previsão de renegociação de R$ 150 bilhões em dívidas. A proposta prevê a aquisição e reestruturação de dívidas com atraso entre 2 e 4,5 anos, por meio da compra das carteiras de crédito das instituições financeiras com deságio de 90%. Estima-se um desembolso de R$ 15 bilhões para adquirir os R$ 150 bilhões em dívidas.

O programa será direcionado a dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, serão consideradas dívidas de até R$ 10 mil.

Medidas do Banco Central para mitigar riscos

No início de setembro, o Banco Central avaliou que, diante da alta taxa de juros no país, o "endividamento continua pressionando a condição financeira de famílias e empresas".

Na ata da reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), realizada no fim de agosto, a instituição informou que prepara medidas para "mitigar riscos" decorrentes da elevada participação de modalidades de crédito mais caras na composição da dívida das famílias.

Na semana passada, o BC definiu que as ofertas de empréstimos feitas pelos bancos no ambiente do PIX dependerão de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. Também estabeleceu que as instituições financeiras deverão oferecer um mecanismo claro para o bloqueio de propagandas e ofertas ativas, norma que entra em vigor em 31 de março de 2027.

A autoridade monetária explicou que a nova regulamentação reforça as regras e amplia o controle dos clientes sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que recebem.

Inadimplência das pessoas físicas em 6% em setembro, maior patamar da série histórica. — Foto: JN

Fonte original: g1.globo.com

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