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Irmã de Deolane celebra anulação da suspensão da OAB da advogada e acusa delegada de perseguição

Daniele Bezerra, irmã da advogada Deolane Bezerra, comemorou a anulação da suspensão da licença da OAB da irmã e acusou a delegada Maria Corsato de perseguição, após investigações envolvendo a família.

Por Atualizada em 27/10/2026 às 00:00

Irmã de Deolane celebra anulação da suspensão da OAB da advogada e acusa delegada de perseguição
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Daniele Bezerra, irmã da advogada Deolane Bezerra, se manifestou sobre a anulação da suspensão da licença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da irmã, que havia sido determinada em junho. A decisão pela liberação foi aprovada pela 8ª Câmara Recursal da OAB-SP nesta segunda-feira (26/10). Daniele, que também é advogada, acusou a delegada Maria Corsato de perseguição, citando sua participação em outras investigações relacionadas à família.

Nas redes sociais, Daniele apontou supostas inconsistências na investigação contra Deolane, que está presa desde maio, acusada de lavagem de dinheiro e envolvimento com uma facção criminosa. Ela afirmou:

"Vejam vocês o que acontece quando o próprio Estado deixa de respeitar as garantias dos investigados e dos julgados".

Daniele criticou as decisões anteriores, alegando que elas prejudicaram o andamento da investigação e as decisões contra Deolane:

"Ela sofreu os efeitos de uma suspensão decorrente de um procedimento que agora teve seus atos anulados. Quem devolve esse tempo? Quem repara os danos à sua imagem, à sua profissão, à sua dignidade? Porque quando o Estado erra, quem paga primeiro é o indivíduo. Quando o erro finalmente é reconhecido, muitas vezes o dano já está consumado".

Ela também destacou a situação da irmã na esfera criminal:

"No caso da Deolane, poderia ter sido ainda pior. Não é apenas na esfera disciplinar que enfrentamos essa realidade. Na esfera criminal, a defesa também vem apontando graves irregularidades, questionando a legalidade de atos processuais e buscando reconhecimento de direitos que deveriam ser assegurados a qualquer cidadão. Enquanto essas questões são discutidas, a Deolane está presa. Ela está presa há mais de cinco meses. Isso me causa uma profunda indignação".

Daniele criticou ainda a postura da Justiça em relação ao caso:

"Não é possível que primeiro se imponha o sofrimento para somente depois se verificar qual caminho percorrido e se houve respeito à legislação. O devido processo legal, minha gente, ele existe justamente para impedir que o Estado puna alguém por meios de procedimentos ilegais".

Acusações contra delegada Maria Corsato

Daniele denunciou uma suposta perseguição da delegada Maria Corsato, que no mesmo dia (26/10) passou a ser investigada pela Corregedoria da Polícia Civil após a irmã da delegada denunciar a descoberta de mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo escondido dentro de um puff recebido da ex-candidata a deputada estadual por São Paulo.

"Há aproximadamente quatro anos, nossa família vem enfrentando uma situação que considera uma verdadeira perseguição".

"Uma autoridade policial que atuou em outra investigação envolvendo nossa família e que desde então, segundo temos acompanhado, continua concedendo entrevistas e fazendo manifestações públicas a nosso respeito. E agora, ironicamente, a própria irmã dessa delegada acionou a Polícia Militar e relatou uma situação envolvendo uma expressiva quantidade de dinheiro que teria sido deixado por ela dentro de um móvel".

Daniele cobrou que a investigação sobre a delegada tenha o mesmo rigor aplicado à investigação contra Deolane:

"Esses fatos serão investigados com o mesmo rigor com que nossa família tem sido investigada? Haverá a mesma exposição pública e cobrança por esclarecimentos? Eu faço questão de falar aqui para vocês que eu não estou acusando a delegada de ter cometido qualquer crime. A origem, a propriedade e as circunstâncias desse dinheiro, desses milhões, precisam ser apuradas pelas autoridades competentes".

"Mas existe algo que me incomoda profundamente. Quem exerce o poder de investigar também deve estar sujeito ao escrutínio da lei. E, sobretudo, compreender o peso que uma investigação e a exposição pública podem ter sobre a vida de uma pessoa. Eu não desejo para essa delegada aquilo que considero que fizeram conosco. Eu não peço privilégios. Eu só peço que minha irmã também não esteja abaixo da lei. Peço exatamente o contrário: que a lei seja respeitada. Inclusive por aqueles que têm o dever de aplicá-la. Porque o devido processo legal não é um favor. A justiça não pode escolher quem merece ter direitos. Ou ela é para todos ou ela deixa de ser justiça".

Fonte original: portalleodias.com

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