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Maranhão

Julgamento por tentativas de homicídio termina com acordo de R$ 35 mil para vítimas de esfaqueamento em Timon

Sessão do Tribunal do Júri em Timon concluiu com acordo de indenização para vítimas de esfaqueamento ocorrido em 2016, após desentendimento envolvendo devolução de aparelho de DVD.

Por Atualizada em 30/10/2026 às 19:00

Julgamento por tentativas de homicídio termina com acordo de R$ 35 mil para vítimas de esfaqueamento em Timon
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Uma sessão do Tribunal do Júri realizada na última terça-feira (27), em Timon, no Maranhão, terminou com um acordo de indenização de R$ 35 mil para duas vítimas de esfaqueamento. O caso aconteceu em dezembro de 2016 e envolveu pai e filho, que ficaram feridos após uma discussão relacionada à devolução de um aparelho de DVD emprestado.

O acordo foi mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), com a participação das vítimas, dos réus e da Defensoria Pública. O valor será dividido igualmente entre as duas vítimas, que terão direito a receber R$ 17,5 mil cada.

Desclassificação do crime e prescrição das penas

Os acusados, Airton Cardoso Alves e José Kleber Araújo da Silva, respondiam inicialmente por tentativas de homicídio. Durante o julgamento, os jurados decidiram desclassificar os crimes para lesão corporal grave.

Com a mudança na classificação dos crimes, a Justiça reconheceu que as penas estavam prescritas, devido ao tempo decorrido durante a tramitação do processo. Segundo o Ministério Público, o intervalo entre a denúncia e a decisão de pronúncia dos acusados ultrapassou sete anos, enquanto o prazo prescricional aplicável era de quatro anos.

Diante disso, o juiz declarou extinta a punibilidade dos réus, que não precisarão cumprir as penas criminais estabelecidas no julgamento.

Contexto do crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu em 3 de dezembro de 2016, após um desentendimento envolvendo a devolução de um aparelho de DVD emprestado.

Na ocasião, André Cordeiro Brito Filho foi agredido em frente à própria residência e atingido por uma facada. Ao tentar defender o pai, Adriano Borges Cordeiro Brito também acabou sendo esfaqueado.

Os dois foram socorridos e precisaram passar por procedimentos cirúrgicos em decorrência dos ferimentos.

Acordo de indenização

Quase dez anos após o crime, o Ministério Público identificou a possibilidade de uma solução consensual para reparar os danos sofridos pelas vítimas.

“A iniciativa valorizou a escuta das vítimas, a responsabilização dos réus e os princípios da Justiça Restaurativa, preservando a decisão soberana dos jurados”, destacou Carlos Pinto de Almeida Júnior, promotor de Justiça titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Timon.

O acordo de R$ 35 mil foi firmado durante a sessão e registrado judicialmente. O Ministério Público esclareceu que a quantia tem caráter de reparação de danos e não representa pagamento para evitar a prisão dos acusados, já que a extinção das penas ocorreu em razão da prescrição reconhecida pela Justiça.

Fonte original: g1.globo.com

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