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Política

Maior bancada no Senado, PL se divide sobre enfrentar ou não Alcolumbre pela presidência do Senado

Com 29 senadores a partir de 2027, o PL está dividido entre enfrentar Davi Alcolumbre na disputa pela presidência do Senado ou evitar o confronto para preservar espaços na Casa.

Por Atualizada em 28/10/2026 às 06:00

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O Partido Liberal (PL), que terá a maior bancada no Senado a partir de 2027 com 29 senadores, está dividido sobre lançar candidatura para disputar a presidência do Senado contra o atual presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

Enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN) manifestam interesse em enfrentar Alcolumbre, uma ala da bancada teme que uma derrota possa resultar na perda de espaços nas comissões e na Mesa Diretora do Senado.

Em 2023, Rogério Marinho disputou a presidência do Senado contra o então presidente Rodrigo Pacheco, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e foi derrotado por 49 votos a 32. Naquele biênio, o PL, apesar de ser a segunda maior bancada, não conseguiu o comando de nenhuma comissão nem espaço na Mesa Diretora.

A bancada do PL deve se reunir na quarta-feira (4) para decidir se lançará candidatura contra Alcolumbre na eleição prevista para fevereiro.

O senador Efraim Filho (PL-PB) defende cautela e avaliação cuidadosa do cenário antes de entrar na disputa.

"É importante que o partido tenha cautela e avalie bem o cenário antes de entrar numa disputa com Alcolumbre", afirmou Efraim Filho.

Outro parlamentar do PL, que preferiu não se identificar, também alertou para o risco de o partido, mesmo com a maior bancada, ficar com uma oposição enfraquecida.

Por outro lado, o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) defende o enfrentamento, especialmente após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de cancelar e confiscar os passaportes do senador Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial.

"O partido tem que ir para o enfrentamento, principalmente após a decisão de Alexandre de Moraes", afirmou Carlos Jordy.

Segundo apuração do g1, Alcolumbre já vinha articulando sua permanência na presidência do Senado independentemente do resultado da eleição presidencial. Uma das estratégias para dividir os votos do PL seria oferecer ao partido, por meio do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), a relatoria do projeto da Lei Orçamentária de 2027.

A candidatura de Alcolumbre ganhou força após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. Na terça-feira (27), a federação formada por União Brasil e PP declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, movimento que pode ser seguido por outros partidos do Centrão.

Fonte original: g1.globo.com

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